Especialista fala sobre a pressão estética em torno da filha de Camila Queiroz com Klebber Toledo
Caras

Camila Queiroz e Klebber Toledo estão vivendo a reta final da primeira gravidez e encantam os fãs com ensaios repletos de amor e expectativa pela chegada da filha. Mas, junto das mensagens carinhosas, também surgem comentários que evidenciam uma cobrança curiosa: a aparência da bebê. Internautas não escondem a expectativa de que a criança seja linda, reflexo da imagem pública do casal, considerado uma bela combinação.
Para entender como essa pressão estética em torno da gestação e da imagem do bebê pode impactar emocionalmente as futuras mães, a Caras Brasil conversou com a Psicóloga Perinatal Dra. Rafaela Schiavo, especialista em saúde emocional na gravidez e no pós-parto.
Pressão e saúde mental
De acordo com a especialista, a maioria das gestantes não sofre diretamente com essa pressão, pois o foco principal costuma ser a saúde do bebê. “Toda mãe acha o seu filho lindo, mesmo quando ele nasce com aquela aparência característica dos recém-nascidos: roxinho, sem aquelas feições de comercial”, explica.
Segundo Dra. Rafaela, há uma lógica natural por trás disso: “A natureza já programou o bebê para ser atrativo aos olhos do adulto. Tudo isso desperta o nosso desejo de cuidar, afinal, o bebê é um ser frágil”.
No entanto, quando a preocupação com a estética se torna exagerada, o sinal de alerta precisa ser aceso. “Se uma mulher pensa ‘e se ele nascer feio?’, aí já estamos falando de uma questão de saúde mental que merece atenção psicológica”, alerta.
Pressão e saúde mental
A psicóloga explica que é natural criar uma imagem mental do bebê antes do nascimento, o chamado “bebê idealizado”. “Todo pai e toda mãe constroem, mentalmente, um bebê perfeito, bonito, sorridente. Quando o bebê nasce, ele pode não corresponder exatamente a essa imagem. Não significa que seja feio, apenas não é igual ao bebê sonhado.”
Dra. Rafaela ressalta que esse distanciamento entre o ideal e o real não diminui o amor, mas mostra que a maternidade é também um processo de adaptação emocional. E, nas redes sociais, esse desafio pode ser ampliado: “O ideal seria não postar fotos de bebês e crianças nas redes sociais. Além dos riscos de exposição, há uma questão emocional envolvida”, afirma.
Segundo ela, o problema aparece quando surgem comparações com outros bebês: “Quando alguém pensa ‘o filho dos outros é mais bonito que o meu’, vale buscar ajuda psicológica. O que é bonito ou feio não é natural, é cultural — o ‘belo’ é uma construção social, não uma verdade universal.”
Como proteger a gestante
Para lidar com as expectativas externas e proteger a saúde emocional durante a gravidez, a psicóloga recomenda o pré-natal psicológico, ou seja, acompanhamento especializado que auxilia a gestante a ajustar expectativas e lidar com frustrações. “Esse acompanhamento ajuda a compreender que o valor do filho não está na aparência, mas na saúde e no vínculo que ela vai construir com ele.”
A especialista também alerta para os efeitos de longo prazo dessa cobrança: “Pais que têm esse tipo de preocupação estética já demonstram uma fragilidade emocional maior. Se não buscarem tratamento, essa cobrança pode interferir na relação com a criança, gerando comparações e inseguranças que a acompanham pela vida toda.”
Camila Queiroz e Klebber Toledo ainda não revelaram o nome da filha, mas seguem compartilhando momentos de carinho e cumplicidade, transparecendo tranquilidade na espera da bebê.
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