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Capinha de celular pode trazer riscos para a saúde dos olhos; saiba como prevenir
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Capinha de celular pode trazer riscos para a saúde dos olhos; saiba como prevenir

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Bons Fluidos
06/04/2026 22h00
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Pequenos hábitos do dia a dia nem sempre parecem importantes, mas podem ter impacto direto na saúde. Um exemplo disso está mais perto do que você imagina: a capinha do celular.

Segundo a oftalmologista Dra. Luciana Pires Zambom, especialista em glaucoma pela Unifesp, o celular está entre os objetos mais contaminados que usamos diariamente. E, como ele circula por diferentes ambientes e tem contato frequente com as mãos e o rosto, pode se tornar um meio de transmissão de micro-organismos.

O risco está no contato, não só no aparelho

O problema não é apenas o celular em si, mas a forma como ele é utilizado ao longo do dia. Ao tocar no aparelho e, em seguida, levar as mãos aos olhos, existe a possibilidade de transferência de bactérias para a região ocular – especialmente em pessoas que já têm sensibilidade, alergias ou olho seco.

“Ao manusear o celular e, em seguida, levar a mão aos olhos, bactérias podem ser transferidas diretamente para a superfície ocular, especialmente em pessoas com alergia ou olho seco”, explica a especialista, em entrevista à Revista AnaMaria. Esse hábito pode favorecer quadros recorrentes de conjuntivite e outras irritações.

Capinhas também podem causar irritação

Outro fator que merece atenção é o tipo de material da capinha. Modelos de baixa qualidade, com cheiro forte ou origem desconhecida, podem liberar substâncias irritantes – principalmente quando o celular aquece durante o uso prolongado.

“Materiais com cheiro forte ou procedência desconhecida podem liberar vapores irritantes, principalmente quando o celular aquece durante o uso prolongado. O resultado pode ser ardor, vermelhidão e sensação de ressecamento ocular em pessoas mais sensíveis”.

Acúmulo de sujeira aumenta o risco de inflamações

A estrutura de muitas capinhas – com texturas, relevos e pequenas frestas – facilita o acúmulo de gordura, suor e resíduos ao longo do tempo. Esse ambiente favorece a proliferação de bactérias, que podem chegar aos olhos por meio das mãos.

“Quando mãos contaminadas entram em contato com os olhos, aumenta o risco de inflamações nas pálpebras, como a blefarite, condição bastante comum nos consultórios oftalmológicos”.

Fique atento aos sinais de alerta

Alguns sintomas indicam que é hora de procurar avaliação médica: dor nos olhos, sensibilidade à luz, visão embaçada, vermelhidão persistente e secreção mais espessa. Esses sinais podem indicar comprometimento da córnea, estrutura essencial para a qualidade da visão – e exigem atenção, especialmente para quem usa lentes de contato.

Outro ponto pouco lembrado envolve o desgaste do material. Capinhas descascando ou com partes soltas podem liberar pequenas partículas que entram em contato com a pele e os olhos, causando irritações ou até microlesões. “Pequenas partículas podem causar irritação e, em casos de fricção intensa, provocar microlesões na córnea ou alergias nas pálpebras”, alerta a médica.

Cuidados simples que fazem diferença

A boa notícia é que não é preciso mudar radicalmente a rotina para reduzir esses riscos. Algumas medidas já ajudam bastante: 

  • Higienizar o celular regularmente;
  • Trocar capinhas desgastadas;
  • Preferir materiais lisos e fáceis de limpar;
  • Evitar capas com cheiro forte ou de procedência desconhecida.

Saúde também está nos detalhes

A capinha do celular, por si só, não prejudica a visão. Mas, quando combinada com hábitos de higiene inadequados e uso constante do aparelho, pode contribuir para irritações e infecções oculares. No fim, cuidar dos olhos passa também por prestar atenção nesses pequenos gestos do cotidiano – aqueles que parecem simples, mas fazem toda a diferença.

Leia também: Uso excessivo de celular causa trombose? Especialista responde”

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