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Na Argentina, descoberta de antigo crânio deformado intriga especialistas
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Na Argentina, descoberta de antigo crânio deformado intriga especialistas

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Aventuras Na História
29/05/2025 22h00
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Um crânio de formato incomum descoberto durante uma escavação em San Fernando, na província de Catamarca, Argentina, tem intrigado arqueólogos e alimentado especulações sobre sua origem. 

O achado foi feito por trabalhadores da construção civil que realizavam obras de instalação de rede de água potável, e logo chamou a atenção pela forma extremamente alongada da estrutura craniana — lembrando, segundo alguns, personagens extraterrestres do cinema ou figuras mitológicas.

O crânio estava em uma das duas urnas funerárias desenterradas no local. Uma das urnas continha um esqueleto completo; a outra, apenas fragmentos ósseos, incluindo o crânio que causou espanto. Ambos os conjuntos de restos mortais foram enviados para análise por especialistas da Universidade Nacional de Catamarca.

Apesar do visual que remete à ficção científica — com comparações feitas a alienígenas do filme 'Marte Ataca!' e até aos “homens-formiga” da mitologia grega — pesquisadores apontam uma explicação plausível e histórica: a deformação craniana artificial.

Contexto cultural

Essa prática, comum entre culturas sul-americanas antigas como os povos Ciénaga e Aguada (que viveram entre os séculos 3 e 12 d.C.), consistia em moldar o crânio de bebês com o uso de faixas ou tábuas, quando os ossos ainda eram maleáveis. O objetivo variava entre estética, identidade étnica e status social.

“Essa modificação era feita por vários motivos e era bastante difundida na América do Sul pré-colombiana”, explica ao Daily Mail Rick Schulting, professor de arqueologia pré-histórica da Universidade de Oxford. A prática, segundo ele, não causava danos comprovados à criança.

A Dra. Heidi Dawson-Hobbis, da Universidade de Winchester, avalia ao Mail que o crânio pode pertencer a um jovem e levanta a hipótese de hidrocefalia como alternativa, embora ressalte que a análise definitiva só poderá ser feita com mais exames.

As autoridades locais isolaram o local da descoberta e iniciaram trabalhos de conservação. Em nota, a Universidade Nacional de Catamarca destacou:

Interpretar essas descobertas nos permite aprofundar nossa conexão com os antepassados. Ao respeitar essas práticas culturais, honramos suas memórias e fortalecemos nossa compreensão da experiência humana compartilhada.”

O estado do segundo crânio ainda não foi divulgado, e análises estão em andamento.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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