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Médicos fazem alerta importante sobre doença da ex-presidente Dilma Rousseff: ‘Sequelas’
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Médicos fazem alerta importante sobre doença da ex-presidente Dilma Rousseff: ‘Sequelas’

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Caras
26/02/2025 16h57
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©Foto: Getty Images
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Dilma Rousseff (77) está internada em Xangai, na China, desde a última sexta-feira, 21, após ser diagnosticada com neurite vestibular – inflamação em um nervo do ouvido responsável pelo equilíbrio. Segundo nota divulgada na madrugada de terça-feira, 25, pela assessoria da ex-presidente, ela "responde bem ao tratamento e deve receber alta nos próximos dias”. Para falar sobre o caso, a CARAS Brasil conversou com a otoneurologista Nathália Prudêncio e com o neurologista Saulo Nader, que detalham o problema de saúde da ex-chefe do Executivo brasileiro.

De acordo com Nathália, a neurite vestibular é a inflamação do nervo vestibular de um único lado. Ele é responsável por transmitir informações entre o labirinto e o cérebro. “Diferentemente da labirintite, esse quadro não gera alterações auditivas, mas são esperados sintomas como vertigem intensa capaz de dificultar atividades simples, como andar, náuseas e vômito, palidez, nistagmo (movimento involuntário dos olhos) e sudorese intensa”, explica a médica, que é especialista em tontura e zumbido. “Os pacientes costumam experimentar uma única crise isolada ― que começa grave e reduz sua intensidade gradualmente ao longo dos dias e semanas”, acrescenta.

Ela detalha ainda que a neurite vestibular é um distúrbio do sistema vestibular causado pela inflamação do nervo que conecta o ouvido interno ao cérebro, cujos sinais elétricos ajudam a controlar o equilíbrio. “Essa condição compromete a informação que chega até o sistema nervoso central, desencadeando a tontura típica desta doença: a vertigem rotatória. Esse tipo de tontura é caracterizada pela sensação de ver tudo girar ou de sentir o corpo girar. Em alguns casos, também pode se manifestar como um desequilíbrio importante ou instabilidade”, salienta.

Saulo Nader, que é especialista em tontura, equilíbrio e desequilíbrios, informa que essa condição de saúde pode durar dias ou semanas. “E em alguns casos, até deixar sequelas, pois trata-se de uma das mais terríveis doenças que atingem o sistema vestibular, e todo sistema entra em colapso. É um quadro agudo que pode levar uma pessoa até o hospital para descartar uma suspeita de AVC. Nos demais casos, a melhora é gradual, com a recalibragem do equilíbrio”, diz o neurologista, que é membro oficial da sociedade científica internacional Bárány Society (Suécia).

Doutor Tontura – como é conhecido pelos internautas – ainda ressalta que a causa é idiopática, ou seja, ocorre ao acaso e pode ser com qualquer ser humano; porém com maior chance de atingir pessoas com baixa resistência, períodos de estresse ou de privação de sono.

A otoneurologista completa salientando que a neurite vestibular ocorre após um quadro viral comum, como uma gripe ou um resfriado. “É relativamente rara em crianças, mas pode ocorrer em adultos de todas as idades, sobretudo entre aqueles com idades entre 30 e 60 anos”, frisa Nathália, acrescentando que na consulta, os especialistas procuram entender a história do paciente, além de analisar o seu histórico de saúde e realizar o exame físico em consultório, que pode dar pistas da doença.

A especialista pontua que uma característica importante na neurite vestibular ― e uma das principais pistas para o seu diagnóstico ― é que a doença começa de forma repentina e não costuma apresentar alterações auditivas, como perda de audição, sensação de ouvido tapado e zumbido no ouvido.

“Além da avaliação clínica em consultório, podem ser solicitados exames complementares para avaliação do sistema vestibular ― como Video Head Impulse Test (vHIT), Potencial Evocado Miogênico Vestibular (VEMP) e Videonistagmografia ―, bem como a  audiometria para afastar o acometimento auditivo. É importante que o paciente busque ajuda médica com rapidez para obter um diagnóstico e iniciar o tratamento”, diz.

“Para prevenir sequelas, é essencial evitar repouso excessivo e estimular a adaptação do organismo por meio de movimentos e exercícios específicos. O acompanhamento médico é fundamental para garantir uma recuperação completa”, afirma Saulo Nader.

TRATAMENTO

A neurite vestibular é uma doença autolimitada, ou seja, os sintomas agudos tendem a desaparecer completamente ao longo de alguns dias ou semanas, de acordo com Nathália. “O tratamento consiste no uso de medicamentos, como supressores labirínticos, corticosteroides e cuidados no dia a dia para aliviar os sintomas da doença”, elenca.

“Muitas vezes, porém, a neurite vestibular pode causar uma sensação de tontura ou desequilíbrio que pode se manter por semanas, principalmente com movimentos rápidos da cabeça. Nesses casos, é importante que o paciente mantenha sua vida ativa e, se necessário, inicie à Terapia de Reabilitação Vestibular. Essa reabilitação é feita junto a um profissional especializado e consiste em exercícios realizados com a cabeça, olhos e corpo, ajustados para cada fase do tratamento, cuja função é estimular o nervo vestibular afetado”, completa a médica.

RECUPERAÇÃO

Segundo Nathália, não há como dizer exatamente quanto tempo dura a neurite vestibular. “A recuperação pode variar de acordo com o grau da lesão, a idade do paciente, características específicas do indivíduo, nível de atividade, entre outros fatores. Em geral, são esperadas entre 6 a 8 semanas de reabilitação para remissão completa dos sintomas, mas o tempo pode aumentar quando o tratamento é negligenciado pelo paciente”, finaliza a otoneurologista.

Leia também: Médico de Maiara, dupla de Maraisa, detalha condição que afeta a cantora: ‘Tratamento é contínuo’

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Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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