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AnaMaria Indica: Os Sete Relógios de Agatha Christie
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AnaMaria Indica: Os Sete Relógios de Agatha Christie

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Anamaria
14/03/2026 23h00
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Agatha Christie foi responsável pelo meu amor pela leitura. Cresci lendo e relendo a coleção de romances policiais da minha mãe. Mas confesso que os detalhes específicos de Os Sete Relógios ficaram em alguma gaveta remota da minha memória, embora o suspense geral ainda estivesse ali, guardado em algum lugar afetivo. Talvez por isso eu tenha chegado à adaptação da Netflix mais guiada pela atmosfera do que pela lembrança da trama.

A minissérie é inspirada no romance de 1929 e, como quase todo bom suspense, gira em torno de uma morte misteriosa. Gerry Wade (Corey Mychreest) é encontrado morto na mansão Brent. Inconformada e cética quanto às circunstâncias da morte do crush, Bundle (Mia McKenna-Bruce) decide iniciar uma investigação sobre o possível conluio entre os hóspedes do local. A investigação segue a fórmula clássica dos mistérios “quem matou” (whodunit), marca registrada das obras de Christie.

Mistério de roupa nova

Os Sete Relógios de Agatha Christie também reúne nomes como Helena Bonham Carter (Enola Holmes) e Martin Freeman (Sherlock). O roteiro é assinado por Chris Chibnall, criador da premiada Broadchurch e ex-showrunner de Doctor Who — um detalhe que ajuda a explicar o equilíbrio entre suspense clássico e ritmo contemporâneo.

Como toda adaptação, mudanças eram esperadas. E elas existem, mas nada tão drástico que incomode quem tem xodó pelos romances de Agatha Christie. Não sou conservadora nesse ponto: cada linguagem pede um tipo de narrativa, e aqui o texto respeita as motivações centrais do livro, adicionando um “temperinho” que deixa espaço para possíveis novas temporadas.

O DNA Netflix funciona com Agatha Christie?

Por ser uma produção original Netflix, a expectativa era encontrar aquele visual imediatamente reconhecível: muitos planos fechados, poucos elementos em cena, saturação equilibrada, tudo pensado para funcionar tanto na TV quanto no celular. É previsível, mas não chega a ser um defeito. Em Os Sete Relógios, esse DNA até encaixa bem na proposta da história.

Transportar um livro para a tela dá um trabalhão, e aqui o roteiro acerta ao enxugar somente o necessário sem perder o ritmo do suspense. 

A minissérie consegue, sim, traduzir o charme britânico do romance policial de Agatha Christie – e com dignidade. Para quem já leu o romance, a nostalgia vem acompanhada de novas camadas de conspiração e drama familiar; para quem não leu, o mistério está garantido! 

A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1509, de 20 de fevereiro de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader

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