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Guthierry Sotero admite insegurança sobre novela das nove: 'Achei que não era digno'
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Guthierry Sotero admite insegurança sobre novela das nove: 'Achei que não era digno'

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24/01/2026 00h40
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O ator Guthierry Sotero, de 23 anos, integra o elenco de Três Graças, novela das nove da TV Globo escrita por Aguinaldo Silva. Em entrevista ao F5, ele contou que o convite para o horário nobre foi recebido com gratidão, mas também despertou inseguranças pessoais.

“Achei que não era digno de ser convidado para uma novela das nove”, afirmou o ator. Segundo ele, o sentimento de não pertencimento foi trabalhado ao longo do tempo. “Isso só foi resolvido com muita terapia, até eu entender que sou digno, sim.”

Apesar do peso simbólico da faixa nobre da dramaturgia, Guthierry diz que hoje encara o desafio com mais leveza e consciência do próprio percurso.

Um personagem movido por dor e contradições

Guthierry explica que Júnior é atravessado por experiências de injustiça social e perdas profundas. “Ele perde o pai por causa de remédios falsificados, vê pessoas milionárias lucrando com a morte de gente como ele e ainda é acusado de roubo só por ser um homem negro, morador de favela. Isso vira uma chave”, comenta.

O ator também adiantou que o romance do personagem com Maggie, interpretada por Mell Muzzillo, vai ganhar espaço ao longo da novela. “Ele é tímido, mas eles vão se envolver, vão construir algo bacana. Só que ela acaba descobrindo a expropriação da estátua, pela qual o pai dela é fascinado, e aí vai dar merda (risos). Temos que esperar os próximos capítulos”, conta.

Da Maré aos Estúdios Globo

Criado na Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, Guthierry contou que se mudou para perto dos Estúdios Globo para facilitar a rotina de gravações. Antes da atuação, sonhava em ser jogador de futebol, mas abandonou o plano após sofrer lesões. “Entendi que aquilo era um aviso de que esse não era o caminho”, relembra.

Em 2016, se aproximou do rap e das batalhas culturais, mas a timidez o fez adiar a exposição artística. “Eu escrevia, mas não mostrava para ninguém. Demorei três anos para fazer algo que eu queria muito”, contou. Paralelamente, iniciou a faculdade de direito na Uerj e chegou a estagiar no Ministério Público.

Desde então, Guthierry se firmou como ator e passou a falar abertamente sobre saúde mental. A terapia começou em 2021, após um período de luto e frustrações profissionais. “Sempre fui muito sensível, mas cresci ouvindo que homem não chora. Isso me retraiu muito”, lamenta.

Sem projetos fechados no momento, ele afirma que pretende retomar a música e lançar um EP, além de concluir a faculdade de artes cênicas. “Mas a carreira está aberta. Qualquer convite pode mudar tudo”, afirma.

Leia também: Uso de IA por jovens para saúde mental pode levar a dependência e solidão

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