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Leticia Colin mostra cenas de prisão real onde gravou para 'Quem Ama Cuida': 'Foi muito intenso'
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Leticia Colin mostra cenas de prisão real onde gravou para 'Quem Ama Cuida': 'Foi muito intenso'

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Bons Fluidos
21/06/2026 17h00
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Alguns cenários de trabalho ultrapassam a ficção e acabam provocando reflexões profundas sobre a realidade. Foi o que aconteceu com Letícia Colin durante as gravações de Quem Ama Cuida. Ao interpretar uma personagem condenada à prisão, a atriz vivenciou parte do processo em um antigo complexo penitenciário, experiência que a levou a questionar o papel do sistema prisional brasileiro.

Nas redes sociais, Letícia compartilhou bastidores das gravações realizadas no antigo Complexo Penitenciário Frei Caneca, no Rio de Janeiro. O local, atualmente desativado, guarda mais de um século de história e serviu de cenário para as cenas da personagem Adriana, condenada pelo assassinato do marido na trama.

“Foram 122 cenas gravadas num presídio desativado. O Complexo Penitenciário Frei Caneca é hoje um esqueleto do que já foi, durante seus mais de 150 anos, e carrega muita história“, escreveu.

Quando a ficção encontra a realidade

Segundo a atriz, a experiência de gravar em um ambiente real tornou o trabalho especialmente impactante para toda a equipe. Os corredores, as celas e a estrutura abandonada ajudaram a criar uma atmosfera de grande intensidade emocional.

“Foi muito intenso para toda a equipe estar diante de uma situação limite como a de evocarmos o dia a dia numa casa de detenção. O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo”, destacou.

Ao contrário dos cenários construídos em estúdios, espaços reais carregam memórias, histórias e marcas do passado. Isso pode gerar um forte impacto emocional em quem os frequenta, especialmente quando o ambiente está relacionado a temas como privação de liberdade, sofrimento e exclusão social.

O que esperamos do sistema prisional?

Durante a visita ao antigo presídio, Letícia chamou atenção para as condições estruturais do local e aproveitou a experiência para levantar um debate sobre a função das prisões. “É difícil tentar olhar para isso, mas é importante: o que a gente espera de um sistema que não oferece condição de trabalho digna para seus servidores e não oferece nenhuma estrutura real de ressocialização para quem está preso? Refletir é importante…”

A discussão sobre ressocialização aparece frequentemente entre especialistas em segurança pública, psicologia e direitos humanos. O objetivo das penas privativas de liberdade, em teoria, não se limita à punição, mas também envolve a possibilidade de reinserção social e redução da reincidência criminal.

No entanto, questões como superlotação, infraestrutura precária e ausência de programas educacionais ou profissionais continuam sendo desafios importantes em diversos países.

O impacto emocional dos espaços

No vídeo compartilhado pela atriz, Letícia aparece caracterizada como Adriana enquanto percorre corredores, celas e áreas comuns do antigo complexo penitenciário. O contato com aquele ambiente despertou reflexões que foram além da personagem.

“É muito forte a gente estar aqui neste espaço real. Muitas pessoas pagaram as suas penas aqui dentro e a gente quer trazer também esse realismo, esse universo, essa atmosfera precária desses presídios brasileiros”, afirmou.

Ela também comentou como a experiência levou toda a equipe a pensar sobre as possibilidades de reconstrução de vida após o encarceramento. “Tem sido muito intenso para nós todos estarmos aqui e me fez pensar muito sobre esse potencial de reabilitação e reinserção social. Realmente, não parece um espaço propício para isso acontecer. Vale a reflexão”, concluiu.

A arte como convite ao diálogo

Ao longo da história, novelas, filmes e produções artísticas frequentemente serviram como ponto de partida para debates sociais. Ao abordar temas complexos, a ficção pode ampliar o olhar do público sobre questões que muitas vezes permanecem distantes do cotidiano.

No caso de Letícia Colin, a experiência de gravar em um antigo presídio transformou-se em um convite à reflexão sobre justiça, dignidade humana e as possibilidades de recomeço. E talvez seja justamente essa uma das funções mais importantes da arte: nos fazer olhar para realidades difíceis e nos perguntar que sociedade desejamos construir.

Leia também: Letícia Colin revela por que não mora com marido: ‘Me reencontrar'”

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