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Mariana Xavier fala sobre decisão de não ser mãe nem congelar óvulos: 'Já tentaram me convencer'
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Mariana Xavier fala sobre decisão de não ser mãe nem congelar óvulos: 'Já tentaram me convencer'

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Bons Fluidos
22/06/2026 22h00
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A maternidade ainda costuma ser tratada como um caminho natural e esperado para muitas mulheres. No entanto, cada vez mais pessoas têm falado abertamente sobre a possibilidade de construir uma vida plena sem a experiência de ter filhos. Foi justamente sobre esse tema que Mariana Xavier refletiu durante participação no podcast A Mãe Conta.

A atriz, de 46 anos, afirmou que não deseja ser mãe e explicou que sua decisão está ligada ao autoconhecimento e à compreensão dos próprios limites. Para ela, reconhecer que não possui esse desejo é uma atitude de responsabilidade, e não de egoísmo.

A maternidade como escolha, não como obrigação

Nas últimas décadas, o debate sobre maternidade ganhou novos contornos. Se antes encarávamos o tema frequentemente como um destino inevitável, hoje muitas mulheres questionam expectativas sociais e refletem sobre seus próprios desejos.

Mariana destacou que sua realização pessoal não está vinculada à ideia de deixar descendentes ou perpetuar a própria genética. Segundo ela, a ausência desse desejo não representa uma falta, mas apenas uma escolha de vida diferente.

“Eu não me acho tão maravilhosa assim a ponto de ‘meus genes não vão passar adiante’… nada disso é um desejo pra mim a ponto de compensar o risco do que eu vou ter que abrir mão. E está tudo bem! Minha vida é muito realizada em muitas outras coisas”, afirma.

Especialistas em comportamento apontam que reconhecer aquilo que faz sentido – e também o que não faz – pode ser um importante exercício de autenticidade e saúde emocional. Afinal, decisões tomadas apenas para atender expectativas externas costumam gerar sofrimento e frustração ao longo do tempo.

O questionamento sobre a pressão da maternidade biológica

Outro ponto abordado pela atriz foi a insistência que muitas mulheres recebem para congelar óvulos ou se preparar para uma maternidade futura, mesmo quando não demonstram esse desejo.

Mariana afirmou que, caso um dia mude de ideia, considera a adoção uma possibilidade natural e não vê a necessidade de uma ligação genética para exercer a maternidade. “Já tentaram me convencer a congelar óvulos. Se eu mudar de ideia, adoto. Não tenho nenhum problema com isso. Acho a coisa mais linda a adoção. Se me bater o senso de que quero estou disposta a cuidar de alguém e ao desafio de educar um ser humano neste mundo louco, eu adoto”, afirmou.

Ela também questionou a pressão social em torno da preservação da fertilidade. “Não tenho essa vaidade de que precisaria ser um filho genético meu. Mas você quer me convencer a entupir o meu corpo de hormônio, a gastar uma grana para congelar óvulos, para uma vontade que você acha que eu posso ter?”, disparou.

Filhos não devem nascer como garantia para o futuro

Durante a conversa, a atriz também rebateu a ideia de que as pessoas deveriam ter filhos pensando em quem irá cuidar delas na velhice. Segundo ela, a parentalidade não deve ser uma forma de assegurar companhia ou assistência no futuro.

A reflexão proposta por Mariana toca em um tema cada vez mais presente: a possibilidade de construir projetos de vida diversos, em que realização, afeto e propósito não estejam necessariamente ligados à maternidade.

No fim das contas, sua fala reforça que não existe um único caminho para a felicidade. Para algumas pessoas, a maternidade é um sonho profundo. Para outras, a realização pode surgir em diferentes áreas da vida – e ambas as escolhas merecem respeito.

Leia também: Bruna Marquezine e a liberdade de dizer ‘não’ à maternidade”

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