O que fez o ator Wagner Moura ser eleito um dos mais influentes dos EUA?
Bons Fluidos

Ele está com tudo (e não está prosa)! Aliás: ele é todo prosa. Foi justamente a postura articulada que fez o ator Wagner Moura, de 49 anos, ser reconhecido como uma das personalidades que estão ativamente moldando o futuro dos Estados Unidos.
Ele foi incluído na lista Post Next 50, publicada anualmente pelo jornal The Washington Post. A seleção busca identificar indivíduos que, seja na cultura, na tecnologia ou na política, estão redesenhando a forma como a América pensa e cria. Ao lado do brasileiro, figuram nomes como o fenômeno do futebol espanhol Lamine Yamal e Kai Trump, neta de Donald Trump.
Wagner Moura: “ativismo”
O jornal destaca que a carreira de Moura nos EUA atingiu um novo patamar, culminando em sua primeira indicação ao Oscar. O texto ressalta que o ator passou uma década sem atuar em português até o sucesso de “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. Segundo a publicação, esse afastamento do Brasil ocorreu em parte pela ascensão internacional após interpretar Pablo Escobar em “Narcos”, mas também devido à perseguição sofrida durante o governo de Jair Bolsonaro — a quem Moura se refere como um “ditador conservador” (atualmente condenado por tentativa de golpe em 2022) que tornou “impossível” o trabalho artístico no país.
Para o Washington Post, o diferencial de Moura reside na indissociabilidade entre sua arte e sua postura política. “Ser político é central para quem Moura é”, afirma o jornal. Cidadão americano naturalizado durante a gestão Biden, o ator se define como um “americano orgulhoso”, mas que utiliza sua voz de forma contundente. Diferente de colegas que adotam causas de maneira discreta, Moura é citado por sua coragem ao denunciar abertamente o que classifica como “genocídio” na guerra em Gaza e ao criticar o “racismo” nas operações de imigração do ICE.

