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Romulo Arantes Neto abre o coração sobre morte do pai e relação com o padrasto, Otavio Muller: 'Referência'
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Romulo Arantes Neto abre o coração sobre morte do pai e relação com o padrasto, Otavio Muller: 'Referência'

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Bons Fluidos
18/06/2026 20h00
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O luto transforma relações, ressignifica memórias e, muitas vezes, abre espaço para novos vínculos afetivos. Em entrevista ao jornal O Globo, o ator Romulo Arantes Neto refletiu sobre a saudade que ainda sente do pai, o nadador e ator Romulo Arantes, morto em um acidente de ultraleve em 2000. Além disso, refletiu sobre o papel que o padrasto, Otavio Muller, desempenhou em sua vida ao longo dos anos.

Conhecido por sua forte ligação com a família, Romulo contou que Otavio, que se casou com sua mãe, Adriana Junqueira, em 2005, tornou-se uma figura fundamental tanto no âmbito pessoal quanto profissional. “O Otavio tem um papel fundamental na minha vida, primeiro por ser meu padrasto já há 30 anos. E ele representa também um papel muito importante na minha vida artística”, afirmou.

Quando os laços são construídos com o tempo

“É uma pessoa que, obviamente, se tornou um segundo pai e que sempre foi uma referência para mim no lugar artístico. Porque a paixão dele, a entrega para esse universo do ator e da dramaturgia, é muito grande. Ele sempre vai me motivar a nunca largar essa profissão”, contou.

O ator destacou ainda que os dois compartilham uma conexão especial por causa da arte. Além do convívio familiar, existe entre eles uma admiração construída a partir da profissão que escolheram seguir. “Nos conectamos muito nesse lugar. Existe uma admiração e um respeito mútuo entre a gente nesse lugar do artístico, fora o familiar. É uma relação muito legal e que só melhora com o tempo”, acrescentou.

O que a perda ensinou sobre a vida

A morte precoce do pai marcou profundamente a trajetória de Romulo. No entanto, ao olhar para essa experiência hoje, ele afirma que buscou transformar a dor em aprendizado. Segundo o ator, a ausência o levou a desenvolver características como resiliência, força emocional e uma nova percepção sobre o valor do tempo.

“É olhar o copo meio cheio. Através da perda do meu pai, eu aprendi a buscar algo positivo na dor, na ausência. Busquei ser uma pessoa melhor, acabei, naturalmente, sendo uma pessoa mais forte e resiliente e alguém que de fato vai atrás dos seus objetivos”, explicou.

A consciência da finitude

Ao refletir sobre a perda de pessoas queridas, Romulo destacou que experiências como essa costumam trazer uma compreensão mais profunda sobre a fragilidade da vida. Para ele, a morte do pai reforçou a importância de viver o presente e aproveitar as oportunidades enquanto elas existem.

“A morte de pessoas amadas nos traz muita noção da finitude da vida. Entendemos que o tempo é curto e que pode ser mais curto ainda, dependendo de um incidente como um falecimento precoce. Eu vivo muito a vida e o presente. Eu não deixo para fazer amanhã o que eu posso fazer hoje”, afirmou.

A reflexão do ator toca em um sentimento universal: embora o luto nunca desapareça completamente, muitas pessoas encontram formas de transformar a saudade em uma fonte de força, mantendo viva a presença de quem partiu por meio das escolhas, dos valores e das memórias construídas ao longo da vida.

Leia também: Giulia Costa fala sobre o medo de esquecer memórias do pai”

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