Sabrina Sato reflete sobre violência contra a mulher e criação da filha: 'Medo'
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Em meio a uma semana marcada por debates sobre direitos femininos e igualdade, a apresentadora Sabrina Sato usou suas redes sociais para compartilhar um desabafo sincero sobre a violência contra mulheres. Mãe de Zoe, de 7 anos – fruto de seu relacionamento com o ator Duda Nagle -, ela contou que decidiu falar publicamente sobre o tema após se sentir profundamente impactada por recentes casos de agressão e feminicídio que ganharam destaque no noticiário.
No vídeo publicado em seu perfil, Sabrina mostrou como a maternidade mudou sua forma de enxergar o problema. Para ela, criar uma menina hoje envolve não apenas amor, mas também preocupações constantes com a segurança e o futuro.
“Ser mãe de menina hoje é viver com amor e com medo também. Medo da violência, medo do mundo que ainda ensina meninas a se protegerem e não ensina os meninos a respeitarem”, declarou.
Medos que muitas mulheres aprendem desde cedo
Durante a reflexão, a apresentadora destacou que grande parte das mulheres carrega experiências ou lembranças ligadas ao medo ou à insegurança. Para ela, esses comportamentos acabam sendo aprendidos ainda muito cedo, como uma forma de autoproteção diante de um cenário social que muitas vezes coloca as mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Todas nós mulheres, se a gente parar para pensar, temos alguma história, algum medo, algum episódio que ficou atravessado. A gente aprende desde cedo a mandar localização, a não andar sozinha, a se proteger o tempo todo”, disse.
A fala toca em uma realidade compartilhada por muitas brasileiras: a necessidade constante de criar estratégias para se sentir segura em espaços públicos ou até mesmo no cotidiano.
Um debate que surge em uma semana simbólica
Sabrina também comentou que o tema ganha ainda mais peso por estar sendo discutido justamente na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher. Para ela, o momento deveria ser dedicado a reconhecer conquistas históricas e avanços sociais, mas acaba sendo atravessado por debates sobre violência e sobrevivência. “Era para a gente estar celebrando as nossas conquistas, mas estamos falando sobre sobrevivência”, afirmou.
O desejo de um futuro mais seguro para as meninas
Ao final do vídeo, a apresentadora compartilhou um desejo que reflete o sentimento de muitas mães. Que as próximas gerações de meninas possam crescer em um ambiente mais justo, livre e seguro. “Eu não quero que minha filha aprenda a sobreviver. Quero que ela aprenda a ser livre. Eu quero que as nossas meninas aprendam a sonhar”, concluiu.
A reflexão da apresentadora reforça um debate cada vez mais urgente na sociedade: a necessidade de enfrentar a violência de gênero não apenas como um problema individual, mas como um desafio coletivo. E isso exige mudanças culturais profundas.
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