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Tata Werneck fala sobre comportamento de Brigitte, de Quem Ama Cuida: 'Não é uma personagem fácil'
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Tata Werneck fala sobre comportamento de Brigitte, de Quem Ama Cuida: 'Não é uma personagem fácil'

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11/06/2026 15h00
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Nem sempre as pessoas agem da forma que gostaríamos. Algumas atitudes podem parecer exageradas, invasivas ou até difíceis de compreender à primeira vista. No entanto, por trás de determinados comportamentos existe uma história emocional que nem sempre é visível. Foi justamente essa reflexão que a atriz Tata Werneck trouxe ao comentar sua personagem Brigitte, da novela Quem Ama Cuida.

Em uma publicação nas redes sociais, a artista compartilhou uma crítica positiva sobre sua atuação e aproveitou para analisar a complexidade emocional da personagem, convidando o público a olhar além das aparências.

O que acontece quando faltam afeto e validação?

Segundo Tata, muitas das atitudes de Brigitte são consequência de feridas emocionais relacionadas à ausência de amor materno. A atriz destacou que a personagem não foi construída para ser facilmente compreendida ou encaixada em categorias simples de “certa” ou “errada”.

“A Brigitte não é uma personagem fácil. Talvez você assista uma cena esperando ver uma cena de comédia. Mas é uma cena de quase constrangimento vendo uma mulher agindo por carência pelo buraco deixado pela falta de amor de uma mãe.”

A fala traz um tema bastante discutido pela psicologia: a forma como experiências afetivas da infância podem influenciar comportamentos na vida adulta. Quando necessidades emocionais importantes não são atendidas, algumas pessoas podem desenvolver uma busca intensa por aprovação, reconhecimento ou afeto. Em certos casos, isso pode se manifestar por meio de atitudes que acabam ultrapassando limites ou gerando desconforto nas relações.

Carência não justifica, mas ajuda a compreender

É importante fazer uma distinção. Entender a origem de um comportamento não significa concordar com ele. A própria Tata chamou atenção para esse aspecto ao explicar que, embora Brigitte seja movida por dores emocionais, suas ações também impactam quem está ao seu redor. “Ao mesmo tempo a maneira como ela age fere o espaço do outro.”

Essa observação é especialmente relevante porque ajuda a compreender uma verdade humana: nossas feridas emocionais podem explicar certas reações, mas continuam sendo nossa responsabilidade. O autoconhecimento, a terapia e o desenvolvimento emocional são justamente caminhos que permitem reconhecer essas dores sem transferi-las para os relacionamentos.

Nem heróis, nem vilões

Um dos motivos pelos quais personagens complexos costumam despertar tanto interesse é que eles se aproximam da realidade. Na vida real, poucas pessoas são totalmente boas ou totalmente más. Todos carregamos contradições, vulnerabilidades e comportamentos que nem sempre fazem sentido à primeira vista.

Ao provocar o público sobre qual seria o lugar de Brigitte nessa história, Tata também questiona uma tendência comum de enxergar pessoas apenas sob uma lógica maniqueísta. “Numa visão maniqueísta, de que lado ela está? Aguardem”. A pergunta convida à reflexão: quantas vezes julgamos alguém apenas pelo comportamento visível sem conhecer a dor que existe por trás dele?

A arte como espelho das emoções humanas

Personagens como Brigitte costumam provocar identificação justamente porque retratam aspectos delicados da experiência humana. A necessidade de pertencimento, o desejo de ser amado e as marcas deixadas por relações familiares difíceis são temas universais. Quando a ficção aborda essas questões com profundidade, ela acaba funcionando como um espelho emocional, ajudando o público a refletir sobre suas próprias vivências.

Reconhecimento ao talento e à dedicação

A publicação de Tata também recebeu elogios de colegas de elenco. A atriz Mariana Ximenes destacou sua admiração pela amiga: “Parabéns minha querida você arrebenta!!!! Além de um baú infindável de talento, é extremamente dedicada!”. Já a atriz Flávia Alessandra ressaltou o comprometimento da colega com o trabalho: “Ela maravilhosa e dedicada em tudo que faz !!! Talento lapidado.”

No fim das contas, a reflexão proposta por Tata Werneck vai além da novela. Ela nos lembra que, muitas vezes, comportamentos difíceis escondem necessidades emocionais profundas. E que compreender a origem de uma dor não elimina a responsabilidade sobre nossas atitudes, mas pode ser o primeiro passo para desenvolver mais empatia – pelos outros e por nós mesmos.

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