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Tati Machado abre o coração sobre perda do filho: 'Sensação estranha'
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Tati Machado abre o coração sobre perda do filho: 'Sensação estranha'

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Bons Fluidos
02/03/2026 16h00
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A dor do luto não segue calendário, mas alguns dias parecem pesar mais. No último domingo (1), Tati Machado, de 34 anos, usou as redes sociais para compartilhar como tem vivido desde a perda do filho, Rael, que faleceu em maio de 2025, com 33 semanas de gestação. O bebê era fruto de seu relacionamento com o cineasta Bruno Monteiro. Em uma sequência de vídeos emocionados nos Stories, a apresentadora abriu o coração e contou que os domingos ganharam um significado diferente após a tragédia.

O vazio que aparece no planejamento da semana

Para muitas pessoas, o domingo representa organização, descanso e preparação para os dias seguintes. Para Tati, no entanto, esse momento se tornou um lembrete doloroso da ausência do filho.

“Desde que minha vida virou de cabeça pra baixo, domingos são estranhamente dias mais difíceis. A sensação de organizar a próxima semana sem ter o Rael por aqui traz a sensação de falta, sabe? Afinal, eu tô planejando tudo que não me planejei. Não que as coisas fossem sair sempre do jeito que pensei ou idealizei, mas eu nunca vou saber, né?! Então, fico aqui com essa sensação estranha”, explicou Tati.

O relato traduz uma experiência comum no luto: a ruptura dos planos. Aquilo que foi imaginado com carinho deixa de existir no campo do possível, e a mente passa a conviver com perguntas sem resposta.

Presença que permanece

Com lágrimas nos olhos, Tati também falou sobre a forma como mantém o filho vivo dentro de si. Mesmo diante da ausência física, ela descreve uma conexão intensa e constante.Domingo me faz lembrar que eu não tenho ele. Mas eu tenho ele aqui, juntinho, aqui [no coração] e aqui [na cabeça]. E nossa convivência é intensa. Os domingos não são os melhores, mas estou aqui fazendo planos para a próxima semana”.

A fala revela um aspecto importante do processo de elaboração do luto: transformar a relação. Quando a presença concreta não é mais possível, a memória e o afeto passam a ocupar esse espaço.

Vulnerabilidade como forma de cuidado

Tati também explicou por que decidiu dividir um momento tão íntimo com seus seguidores. Para ela, mostrar fragilidade é uma maneira de lembrar que a vida real não é perfeita – ainda que as redes sociais muitas vezes mostrem apenas recortes felizes.

Luto não tem prazo

A experiência de perder um filho durante a gestação é marcada por um tipo de silêncio social que muitas vezes invisibiliza a dor. Ao dar voz ao que sente, Tati contribui para quebrar esse tabu e mostrar que o luto não precisa ser vivido sozinho.

Entre lágrimas e planos para a próxima semana, ela segue encontrando maneiras de seguir em frente – sem apagar a memória, mas aprendendo a conviver com ela. Porque, como sua própria fala sugere, reorganizar a vida também passa por reorganizar o coração.

Leia também: Tati Machado fala sobre desejo de nova gestação: ‘Não abri mão'”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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