Campeã olímpica é demitida da Seleção de Judô após licença-maternidade
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A demissão de Sarah Menezes pegou o mundo dos esportes de surpresa nesta sexta-feira, 6, marcando o fim de um ciclo histórico para a primeira e única brasileira campeã olímpica como atleta e treinadora. O desligamento ocorre em um momento de extrema valorização da profissional, que foi eleita pelo COB como a melhor técnica de modalidades individuais em 2024. A piauiense, que havia acabado de retornar de sua licença-maternidade e férias após o nascimento da segunda filha, Catarina, de nove meses, utilizou as redes sociais para comunicar o encerramento de sua passagem pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ).
A saída da treinadora acontece meses após ela liderar nomes como Beatriz Souza, ouro em Paris, e Larissa Pimenta, bronze na mesma edição, ao topo do pódio olímpico. Em entrevista ao jornal O Globo, Sarah afirmou que o desligamento e a maternidade “podem ou não” ter relação, pontuando que as decisões da entidade “são escolhas”. Enquanto Andreia Berti segue como a única técnica da equipe feminina, a CBJ emitiu uma nota oficial expressando reconhecimento pelo profissionalismo da ex-atleta, destacando sua trajetória marcada por ética e conquistas inesquecíveis.
Ciclo de ouro no judô brasileiro
Em seu post de despedida, Sarah Menezes fez questão de exaltar o “ciclo inesquecível” que culminou em três medalhas nos Jogos de Paris 2024, incluindo o bronze por equipes. “Tive a honra de fazer parte da conquista de três medalhas olímpicas”, escreveu a profissional, que conquistou o ouro em Londres 2012 dentro dos tatames.
