FIA rejeita sistema antimísseis e cancela GP da Arábia Saudita
Sportbuzz

A Fórmula 1 enfrenta um cenário de crise sem precedentes com a confirmação de que o GP da Arábia Saudita e do Bahrein, previstos para abril, não serão realizados em 2026. Diante da escalada bélica na região, envolvendo potências como Irã, Israel e Estados Unidos, a FIA optou por interromper o calendário para evitar riscos catastróficos. O impacto financeiro é bilionário, mas a entidade foi enfática ao definir o cancelamento como uma medida de proteção inegociável à vida de pilotos, mecânicos e torcedores.
Oferta de sistema antimísseis
Na tentativa de salvar o evento em Jeddah, programado entre os dias 17 e 19 de abril, os organizadores sauditas chegaram a oferecer garantias militares extremas. De acordo com o jornal alemão Sport Bild, a proposta incluía a instalação de um sistema especial de defesa antimísseis exclusivo para o circuito. No entanto, o esforço não convenceu a federação. “A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar de nossa comunidade em primeiro lugar”, afirmou o presidente Mohammed Ben Sulayem, reforçando que o Bahrein e a Arábia Saudita têm sido alvos constantes de ataques com drones e mísseis.
A memória de incidentes anteriores pesou na decisão final. No ano de 2022, a categoria viveu um momento de pânico em Jeddah, quando uma instalação da petroleira Aramco foi atacada durante as atividades de pista. Naquela ocasião, as autoridades optaram por manter a prova, decisão que gerou críticas intensas.
Até o momento, não há informações sobre possíveis datas substitutas para as etapas no calendário deste ano.
