Andrea Machado lidera projeto pioneiro de acessibilidade no processo de habilitação para surdos em Mato Grosso
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Especialista em Libras rompe barreiras de comunicação ao capacitar instrutores e adaptar metodologias para a formação de condutores surdos
A obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é um marco de autonomia, mas para a comunidade surda, o processo tradicionalmente esbarra na falta de comunicação acessível. Foi para transformar essa realidade que a pedagoga e especialista em Língua Brasileira de Sinais (Libras), Andrea Almeida Bacury Machado, desenvolveu uma iniciativa inédita na região Centro-Oeste. Atuando na Auto Escola Dorado, em Rondonópolis e Cuiabá , a educadora foi responsável pela implantação de um projeto pioneiro de inclusão de pessoas surdas no processo de habilitação de condutores.
A "proficiência singular" de Andrea se manifestou na criação de um ecossistema de aprendizado adaptado. Diferente de medidas paliativas, seu projeto estruturou o ensino de Libras para instrutores e colaboradores da autoescola, permitindo que a comunicação fluísse diretamente entre aluno e professor, sem ruídos. Além disso, ela realizou o atendimento direto ao público surdo, garantindo que todas as etapas, desde a matrícula até as aulas práticas e teóricas, fossem compreensíveis e acessíveis.
O impacto dessa iniciativa foi chancelado pelo reconhecimento de órgãos estaduais e nacionais de trânsito, que validaram a eficácia da metodologia aplicada. Ao tornar a Auto Escola Dorado a primeira unidade inclusiva para surdos no Estado do Mato Grosso, Andrea Machado não apenas facilitou a emissão de documentos, mas promoveu a cidadania plena, permitindo que surdos ocupassem seu espaço no trânsito com segurança e independência.
Atualmente residindo nos Estados Unidos, Andrea projeta expandir essa expertise em acessibilidade institucional. A especialista desenvolve projetos voltados à Educação Inclusiva e consultoria, com o objetivo de auxiliar organizações a implementarem programas de atendimento que respeitem as especificidades linguísticas e culturais da comunidade surda, replicando o sucesso de sua gestão inclusiva em novos contextos.
