Pets na praia: banho de mar, areia quente e ingestão de sal merecem atenção
33giga
Com o avanço do verão e o aumento das viagens para o litoral, cresce também a presença de pets na praia. Apesar de ser um programa cada vez mais comum entre as famílias, o passeio exige cuidados específicos para evitar problemas de saúde que vão desde queimaduras nas patas até quadros de vômito, diarreia, dermatites e otites.
“O banho de mar, por si só, não é proibido para cães, mas precisa ser controlado. O principal risco está na ingestão de água salgada, que pode causar desidratação, vômitos, diarreia e sobrecarga renal, principalmente em filhotes, idosos ou com doenças pré-existentes”, explica Carollina Marques, veterinária e supervisora na WeVets, grupo de saúde veterinária.
Outro ponto de atenção é a areia quente, que pode atingir temperaturas muito acima do suportável para as patas dos pets. “As almofadinhas das patas são sensíveis e podem sofrer queimaduras sem que o tutor perceba de imediato. Uma regra simples é testar a areia com a mão: se estiver quente demais para você, também estará para o animal”, orienta a especialista.
Além do calor e do sal, a qualidade da água do mar também deve ser considerada, especialmente em praias urbanas. A presença de bactérias e poluentes pode provocar infecções de pele e ouvido. “É comum recebermos pets com otite e dermatites após a praia. Por isso, a recomendação é sempre enxaguar o animal com água doce ao sair do mar e secar bem o corpo, principalmente as orelhas”, reforça Carollina.
Ela também alerta para o horário dos passeios, que deve evitar os períodos mais quentes do dia, entre 10h e 16h. E a hidratação constante é indispensável. A água do mar não substitui a potável e pode agravar a desidratação. Protetores solares específicos para pets podem ser indicados em casos pontuais, especialmente para animais de pele clara ou com pouco pelo, sempre com orientação veterinária.
Por fim, é importante que os tutores verifiquem as regras locais, já que nem todas as praias permitem a presença de pets. “Planejamento é a chave. A praia pode ser um ambiente prazeroso, mas não deve ser tratada como um passeio sem riscos. Com cuidados simples, é possível aproveitar o momento sem comprometer a saúde e o bem-estar do animal”, conclui a veterinária da WeVets.
Cães braquicefálicos
Quando o assunto é pets na praia, vale um cuidado redobrado com cães braquicefálicos, que possuem o focinho mais curto em função de alterações anatômicas do crânio, como Shih-tzu, Pug e Buldogue Francês. Durante o verão, o esforço respiratório aumenta significativamente, elevando o risco de hipertermia ou intermação, o superaquecimento do organismo, uma condição grave que pode evoluir rapidamente.
A prevenção passa por cuidados simples, mas fundamentais: manter o pet em ambientes frescos e ventilados, garantir acesso constante à água, evitar passeios nos horários mais quentes do dia e observar sinais de desconforto respiratório ou estresse térmico. Roncos excessivos, respiração ofegante intensa e dificuldade para respirar são alertas que exigem avaliação médica imediata.
A observação atenta dos tutores é essencial para reduzir riscos e garantir qualidade de vida aos cães braquicefálicos.

