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6 em cada 10 brasileiras são diagnosticadas com transtorno mental; entenda por que
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6 em cada 10 brasileiras são diagnosticadas com transtorno mental; entenda por que

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Anamaria
18/03/2026 20h00
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Você já sentiu que o mundo está sobre os seus ombros? Se a resposta for sim, saiba que não está sozinha. Recentemente, estudos científicos acenderam um alerta vermelho sobre a saúde mental feminina. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE) revelam que 14,7% das brasileiras possuem diagnóstico de depressão, um número quase três vezes maior do que o registrado entre os homens.

Essa disparidade acontece porque as mulheres enfrentam uma combinação complexa de pressões. De acordo com a psiquiatra Aline Sena da Costa Menezes, a ciência agora analisa o bem-estar emocional sob uma perspectiva de gênero. Isso significa que não podemos olhar apenas para o corpo, mas para todo o contexto social em que a mulher está inserida.

A sobrecarga invisível e a saúde mental feminina

Um dos grandes vilões do equilíbrio emocional é a jornada múltipla. Além disso, um relatório da organização Think Olga destaca que a ansiedade já faz parte da rotina de 6 em cada 10 brasileiras. Esse transtorno surge, muitas vezes, devido ao “trabalho invisível”: aquela gestão constante da casa, dos filhos e da carreira que gera um estresse crônico.

Com efeito, essa exaustão emocional não é frescura. A saúde mental feminina acaba prejudicada, porque a sociedade ainda espera que a mulher cuide de todos, esquecendo-se de si mesma. Para Menezes, esse acúmulo de responsabilidades produz efeitos reais no sistema nervoso, resultando em quadros de esgotamento e desânimo profundo que precisam de atenção médica e acolhimento.

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A saúde mental feminina acaba prejudicada, porque a sociedade ainda espera que a mulher cuide de todos, esquecendo-se de si mesma – Canva Equipes/charliepix

Oscilações biológicas e o peso da ansiedade

Certamente, a biologia também desempenha um papel fundamental nessa equação. O organismo feminino passa por intensas variações hormonais durante o ciclo menstrual, a gravidez, o pós-parto e a menopausa. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a depressão pode atingir até 40% das gestantes em países em desenvolvimento, o que reforça a urgência de um acompanhamento especializado nessas fases da vida.

Portanto, entender que a ansiedade pode ser intensificada por esses fatores biológicos ajuda a buscar o tratamento correto. No entanto, é preciso somar a isso o impacto da violência de gênero e das desigualdades estruturais. Quando reconhecemos que o sofrimento psíquico feminino tem raízes múltiplas, conseguimos criar estratégias de cuidado muito mais eficazes e humanas para todas nós. Para saber mais sobre o impacto social no bem-estar, acesse as diretrizes da Organização Mundial da Saúde.

Resumo: O texto aborda o aumento de transtornos mentais entre mulheres, destacando que fatores biológicos, a sobrecarga de tarefas domésticas e desigualdades sociais são as principais causas para a maior incidência de depressão e ansiedade no público feminino brasileiro.

 

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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