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Animal resgatado, cuidado redobrado
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Animal resgatado, cuidado redobrado

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Anamaria
08/03/2026 22h30
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Resgatar um animal de rua é um gesto de cuidado que muda duas vidas, a de quem acolhe e, principalmente, a do pet. Mas junto com o afeto vem a responsabilidade. Cães e gatos que viveram em situação de abandono costumam carregar um histórico de privações, exposição a doenças e, em muitos casos, experiências de estresse intenso. Por isso, os primeiros dias no novo lar são decisivos para a recuperação da saúde e para a construção de um vínculo seguro.

Avaliação veterinária

Após o resgate, o passo mais importante é levar o animal a um médico-veterinário. Muitos pets de rua apresentam desnutrição, infecções, verminoses e doenças que nem sempre são visíveis a olho nu. Além de colocar o próprio animal em risco, essas condições podem afetar outros pets da casa e até as pessoas que convivem com ele.

A consulta permite identificar possíveis doenças infecciosas ou parasitárias, avaliar o estado geral de saúde e estimar idade, porte e necessidades específicas. Também é nesse momento que o profissional define as prioridades do tratamento e orienta sobre os próximos passos.

“O resgate de um animal em situação de abandono exige atenção imediata à saúde do pet e ao controle sanitário do ambiente onde ele será inserido. Do ponto de vista clínico, é fundamental adotar um protocolo de avaliação e tratamento que contemple diagnóstico inicial, controle de parasitas e imunização”, explica Paula Pinheiro, médica-veterinária e coordenadora de Serviços Técnicos de Animais de Companhia na Zoetis.

Controle de parasitas vem antes da vacinação

Depois da avaliação inicial e da estabilização do quadro de saúde, o cuidado costuma seguir uma ordem específica. O controle de parasitas, que inclui vermifugação e tratamento contra pulgas, carrapatos e sarnas, é uma etapa essencial antes do início da vacinação.

Animais debilitados ou com infestação parasitária podem não responder adequadamente às vacinas. Por isso, o veterinário costuma indicar primeiro a desparasitação e, na sequência, o calendário vacinal mais adequado para cada caso.

Esse cuidado protege o pet e também contribui para um ambiente mais seguro dentro de casa, reduzindo o risco de transmissão de doenças.

Alimentação adequada

Outro ponto importante nos primeiros dias é a alimentação. Animais resgatados podem ter passado longos períodos sem comida adequada, o que exige cautela na reintrodução alimentar. Oferecer grandes quantidades de ração logo de início pode causar problemas gastrointestinais.

O ideal é seguir a orientação do veterinário quanto ao tipo de alimento e à quantidade, respeitando a condição clínica do animal. Em alguns casos, dietas específicas são indicadas para recuperação nutricional gradual.

Tempo de adaptação

Além da saúde física, o aspecto emocional merece atenção. Cada animal reage de forma diferente ao novo ambiente. Alguns se mostram carentes, outros assustados ou retraídos. Forçar interações, visitas ou contato imediato com outros animais pode aumentar o estresse.

Criar um espaço tranquilo, com cama, água e comida acessíveis, ajuda o pet a se sentir seguro. Se houver outros animais na casa, a apresentação deve ser gradual, sempre com supervisão.

Respeitar o ritmo do novo integrante é fundamental para evitar comportamentos de medo ou agressividade no futuro.

Animais resgatados, cuidados dobrados. Foto: FreePik
Animais resgatados, cuidados dobrados. Foto: FreePik

Acompanhamento contínuo

O resgate não termina nos primeiros dias. Consultas de retorno, reforços de vacina e ajustes no tratamento fazem parte do processo. O acompanhamento veterinário ao longo dos primeiros meses garante que o animal se recupere plenamente e se adapte à nova rotina.

Proporcionar um ambiente seguro, alimentação adequada e atenção à saúde física e emocional são atitudes que fazem diferença no sucesso da adoção. 

A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1509, de 13 de fevereiro de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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