Casa em ordem! Como incluir toda a família na organização da casa
Anamaria

Manter a casa em ordem pode até parecer um detalhe, mas para muitas mulheres isso significa um peso em meio à rotina. Quando a responsabilidade recai apenas sobre elas, o acúmulo de tarefas traz sobrecarga, cansaço e até desgaste emocional. Afinal, cuidar do lar não deveria ser obrigação de uma só pessoa, especialmente porque todos que vivem ali também compartilham e usufruem desse espaço.
De acordo com a pesquisa “Outras formas de trabalho”, divulgada pelo IBGE, as mulheres dedicavam em 2019 cerca de 10,6 horas a mais do que os homens aos afazeres domésticos e cuidados com pessoas. Em 2022, essa diferença caiu para 9,6 horas, mas ainda permanece expressiva.
Será que é possível mudar essa realidade? Para essa missão, conversamos com as organizadoras profissionais da Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (ANPOP), que compartilharam dicas práticas para envolver toda a família nos cuidados com a casa. Afinal, o lar é de todos que moram nele.
Como engajar toda a família?
Dividir tarefas, além de aliviar a carga da mãe, ajuda a criar senso de pertencimento e respeito entre todos os membros da família.
Crianças
Com os pequenos, a chave é transformar a arrumação em parte da brincadeira. Guardar brinquedos pode virar um jogo de cores ou de tempo; e caixas com etiquetas ou figuras ajudam na identificação dos objetos. “Quando criamos o hábito desde cedo, a criança entende que organização faz parte do brincar e do convívio”, explica a associação.
Adolescentes
Impor ordens dificilmente funciona. A melhor estratégia é conectar a organização à rotina deles: organizar materiais escolares para facilitar os estudos, arrumar o quarto para receber amigos, ou mostrar como manter roupas dobradas ajuda no dia a dia. “Em vez do ‘só se’, vale usar o ‘depois de’: depois de arrumar o quarto, pode usar o celular”, orienta a ANPOP.
Marido
Segundo o IBGE, enquanto 92,7% dos homens solteiros cozinham e lavam louça, apenas 58,4% mantêm esse hábito após o casamento. A faxina segue a mesma lógica: entre os solteiros, 88,6% cuidam da limpeza, contra apenas 49,5% dos casados.
Para mudar esse cenário, é preciso deixar claro que não se trata de favor, mas de corresponsabilidade. “O lar é de todos, logo, a responsabilidade também deve ser”, reforça a associação.
Sistemas simples para manter a ordem
Uma casa organizada não precisa ser sinônimo de complicação. O segredo está em simplificar. Confira algumas dicas práticas:
- Rotina de manutenção diária: dedicar 10 a 15 minutos por dia para arrumar pequenos itens evita que a bagunça se acumule.
- Tornar visível o trabalho: usar quadros ou planilhas simples para mostrar quem faz o quê ajuda a equilibrar responsabilidades.
- Dividir tarefas por afinidade: cada pessoa fica responsável pelo que gosta ou se sente mais à vontade, desde que todas as áreas da casa sejam cobertas.
- Turnos de tarefas: alternar quem cozinha, lava a louça ou limpar a casa em dias ou semanas diferentes.
- Gamificação: transformar a organização em desafio ou jogo, com pontuação ou recompensas para motivar o envolvimento de todos.
- Reuniões rápidas de família: dedicar 5 minutos semanais para alinhar tarefas, resolver pendências e ajustar responsabilidades.
- Ensinar pelo exemplo: adultos mostrando engajamento nas tarefas domésticas incentivam naturalmente que adolescentes e crianças participem.
Sem conflitos
Cada pessoa pode ter um jeito diferente de arrumar, mas o diálogo é essencial para evitar conflitos. O ideal é combinar regras para os espaços comuns e respeitar a liberdade de cada um nos ambientes individuais. “O erro está em criticar excessivamente ou tolher a participação de quem está aprendendo, seja criança ou adulto”, orienta a associação.
A organização pode deixar de ser obrigação e se transformar em um ritual de convivência. Quando todos participam, cada um de acordo com sua idade e possibilidades, o cuidado com o lar se torna um momento de troca e fortalecimento dos laços.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (26 de dezembro). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
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