Depressão na gravidez: Virgínia relembra diagnóstico difícil na primeira gestação
Anamaria

A influenciadora Virgínia Fonseca revelou que passou por depressão na gravidez de sua primeira filha, Maria Alice. De acordo com a apresentadora, a gravidez aconteceu de forma inesperada e precisou lidar com sentimentos contraditórios antes de conseguir viver a maternidade com tranquilidade.
Segundo Virgínia, a notícia da gravidez provocou um choque. “Foi muito do nada. Engravidei do nada e eu comecei a falar que eu não queria, eu tinha acabado de conhecer o Zé Felipe e falei assim: caraca”, afirmou.
Ela também contou que passou a se culpar pela forma como se sentia naquele momento.
A influenciadora revelou ainda que viveu a depressão sem que muitas pessoas percebessem o que estava acontecendo. “Ficou todo mundo muito preocupado ao meu redor, foi quando minha mãe foi para Goiânia, porque eu estava realmente vivendo uma depressão e ninguém sabia. Eu continuei postando tudo normal nessa época da gestação”, relatou.
Depressão na gravidez vai além das mudanças de humor
O relato de Virgínia chama atenção para uma condição que pode afetar mulheres durante a gestação e que ainda costuma ser confundida com as oscilações emocionais comuns desse período.
Embora seja natural experimentar alterações de humor em razão das mudanças hormonais, físicas e da expectativa pela chegada do bebê, a depressão gestacional é um transtorno de saúde mental que provoca sofrimento intenso e interfere na rotina da gestante.
Entre os sinais mais frequentes estão tristeza persistente, sensação de vazio, perda de interesse por atividades que antes davam prazer, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, irritabilidade e sentimentos de culpa ou incapacidade. Em alguns casos, a mulher pode até ter dificuldade para criar vínculo com a gestação.

Por que a condição ainda é pouco discutida?
No relato de Virgínia, esse aspecto aparece quando ela descreve a culpa que sentiu por não reagir da forma que imaginava diante da notícia da gravidez.
A cobrança, tanto interna quanto externa, pode dificultar o reconhecimento dos sintomas e atrasar o início do acompanhamento psicológico ou psiquiátrico quando necessário.
Gravidez inesperada pode aumentar o impacto emocional
Cada gestação é vivida de forma diferente, mas situações inesperadas podem representar um desafio adicional para a saúde emocional.
Mudanças bruscas nos planos de vida, insegurança financeira, transformações no relacionamento, histórico de ansiedade ou depressão e falta de rede de apoio são alguns dos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de um quadro depressivo durante a gravidez.
Isso não significa que toda gravidez não planejada resultará em depressão, mas reforça a importância de que a gestante seja acolhida e acompanhada ao longo de todo o pré-natal, inclusive em relação à saúde mental.
Quando é importante buscar ajuda?
Sentimentos de tristeza e preocupação podem surgir em diferentes momentos da gestação. No entanto, quando esses sintomas persistem por semanas, se tornam intensos ou começam a comprometer o dia a dia, é importante conversar com a equipe responsável pelo pré-natal.
O acompanhamento psicológico e, quando indicado, o tratamento com profissionais especializados podem contribuir para o bem-estar da gestante e também para uma gravidez mais saudável.
Resumo:
Virgínia Fonseca revelou que enfrentou depressão no início da primeira gravidez e descreveu os sentimentos de culpa que viveu naquele período. O relato ajuda a ampliar a discussão sobre a depressão gestacional, condição que exige acolhimento, diagnóstico e acompanhamento especializado.
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