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Exercício físico na gravidez: como manter uma gestação ativa com segurança para mãe e bebê
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Exercício físico na gravidez: como manter uma gestação ativa com segurança para mãe e bebê

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Anamaria
28/07/2026 17h05
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Durante muitos anos, a gravidez foi cercada por recomendações de repouso e restrições à prática de exercícios físicos. Hoje, esse cenário mudou. A ciência mostra que, quando não há contraindicações médicas, manter uma rotina de atividades físicas durante a gestação é uma das melhores formas de promover saúde para a mãe e favorecer o desenvolvimento do bebê.

Segundo a ortopedista e especialista em Medicina Esportiva e Gestação Ativa, Dra. Ana Onoue (CRM/SP 152025 – RQE 129354 e 129353), a atividade física, quando orientada por profissionais qualificados e adaptada às necessidades de cada mulher, reduz o risco de complicações, melhora o condicionamento físico e proporciona benefícios que se estendem até o pós-parto.

Mais saúde para a mãe e o bebê 

Os benefícios da prática regular de exercícios vão muito além do controle do peso. Estudos apontam que gestantes fisicamente ativas apresentam menor risco de desenvolver hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclâmpsia e diabetes gestacional. Além disso, os exercícios ajudam a aliviar dores lombares e pélvicas, melhoram a circulação sanguínea, reduzem o inchaço e favorecem uma recuperação mais rápida após o nascimento do bebê.

Para o desenvolvimento fetal, uma mãe saudável também representa vantagens importantes. O equilíbrio cardiovascular e metabólico conquistado por meio da atividade física contribui para um ambiente mais favorável ao crescimento do bebê durante toda a gravidez.

Quais exercícios são mais indicados? 

De acordo com a especialista, a recomendação é combinar atividades aeróbicas e exercícios de fortalecimento muscular.

Caminhadas, corrida quando já fazia parte da rotina antes da gestação , natação, bicicleta ergométrica e dança estão entre as opções mais indicadas. Já o fortalecimento muscular pode ser realizado com musculação, Pilates e até mesmo CrossFit, desde que adaptado às necessidades da gestante.

A Dra. Ana destaca que não existe uma modalidade proibida para todas as grávidas. O mais importante é que cada caso seja avaliado individualmente e que os treinos sejam acompanhados por profissionais capacitados, respeitando o histórico de saúde, o condicionamento físico e a evolução da gestação.

Existe limite para levantar peso? 

Uma dúvida frequente entre gestantes é sobre o peso que pode ser utilizado nos treinos de força.

Segundo a médica, não existe um número universal que sirva para todas as mulheres. O critério principal deve ser a qualidade da execução do movimento.

A carga precisa permitir que a gestante realize o exercício com técnica adequada, sem prender a respiração, sem compensações posturais e sem chegar à exaustão. Conforme a gravidez avança, esses parâmetros devem ser constantemente reavaliados para garantir conforto e segurança.

Sinais de alerta durante o exercício 

Embora a prática seja considerada segura para a maioria das gestantes, alguns sintomas exigem interrupção imediata da atividade física e avaliação médica.

Entre os principais sinais de alerta estão falta de ar intensa ou persistente, dor no peito, contrações uterinas dolorosas e frequentes, sangramento vaginal, perda de líquido pela vagina, tonturas persistentes ou sensação de desmaio.

Ao perceber qualquer um desses sintomas, a orientação é interromper o exercício e procurar atendimento médico imediatamente.

Benefícios também para a saúde mental 

A gravidez traz mudanças hormonais, emocionais e físicas que podem impactar diretamente o bem-estar da mulher.

Nesse contexto, a atividade física também atua como uma importante aliada da saúde mental. A prática regular favorece a liberação de neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar, reduz os níveis de ansiedade e estresse, melhora a qualidade do sono, aumenta a disposição e fortalece a autoestima durante as transformações do corpo.

Pesquisas ainda indicam que mulheres que permanecem ativas durante a gestação apresentam menor risco de desenvolver depressão no pós-parto.

Como adaptar os exercícios ao longo da gravidez 

Com o crescimento do bebê, o centro de gravidade da gestante muda, aumentando a sobrecarga sobre a coluna e exigindo adaptações na rotina de treinos.

Alguns movimentos precisam ter a amplitude reduzida, outros exigem menor carga ou mudanças de posicionamento. Exercícios realizados de barriga para cima, por exemplo, podem causar desconforto nas fases mais avançadas da gravidez e podem ser substituídos ou executados com o tronco mais elevado.

Para a Dra. Ana Onoue, o segredo é respeitar as mudanças naturais do corpo. “A gestação não significa parar de se movimentar, mas aprender a adaptar os exercícios de forma segura. Com acompanhamento médico e orientação profissional, é possível manter uma rotina ativa, promover saúde para a mãe e oferecer ao bebê um ambiente ainda mais favorável para o seu desenvolvimento”, conclui.

Leia a matéria original aqui.

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