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Furar orelha de bebê: tradição, cuidados e o que realmente importa na decisão
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Furar orelha de bebê: tradição, cuidados e o que realmente importa na decisão

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Anamaria
20/01/2026 21h42
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O brinco costuma chegar antes mesmo do primeiro sorriso. Em muitas famílias, ele aparece como parte do enxoval e carrega afeto, tradição e identidade. No entanto, quando o assunto é furar a orelha do bebê, a decisão envolve mais do que estética: exige informação, atenção à saúde e reflexão sobre o momento certo. Afinal, essa é uma escolha segura? Existe uma idade mais adequada? E, principalmente, o que realmente motiva essa decisão tão precoce?

De acordo com o pediatra Tadeu Fernando Fernandes, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), ouvido pela revista Crescer, furar a orelha do bebê não deve ser tratado como um procedimento simples. “Qualquer intervenção em um bebê exige cuidados máximos para que tudo aconteça com segurança”, alerta.

O local e o profissional responsável pelo furo são decisivos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza a perfuração em farmácias, desde que o procedimento utilize aparelhos descartáveis e específicos. Além disso, enfermeiros, farmacêuticos, acupunturistas, pediatras e outros profissionais da saúde estão habilitados a realizá-lo.

Por outro lado, médicos não indicam fazer o furo ainda na maternidade. Segundo o neonatologista Ricardo Tovar, do Hospital Oeste D’Or, o ambiente hospitalar pode aumentar o risco de contaminação. Como o furo gera uma pequena lesão até a cicatrização completa, ele pode facilitar a entrada de micro-organismos. Por isso, escolher um local que siga rigorosamente as normas de higiene é indispensável.

Brinco em bebê: idade certa e cuidados essenciais

Outro ponto central envolve o momento ideal para colocar o brinco em bebê. Segundo o pediatra, o mais indicado é aguardar até, pelo menos, os 2 meses de vida. Esse período coincide, em geral, com a aplicação da vacina antitetânica e também com uma pele um pouco menos sensível do que a de um recém-nascido.

Além disso, o material do acessório influencia diretamente a segurança do procedimento. Brincos de ouro maciço ou aço inoxidável costumam ser mais bem tolerados, pois reduzem o risco de alergias. Após a perfuração, os pais devem higienizar a região diariamente com álcool 70% por cerca de seis semanas.

Enquanto isso, é fundamental observar sinais como vermelhidão, secreção, sangramento ou dor ao toque. Caso algum desses sintomas apareça, o brinco em bebê deve ser retirado imediatamente, e a criança precisa ser avaliada pelo pediatra.

Mais do que estética: a decisão que pede reflexão

Segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), o risco de complicações é baixo quando o procedimento segue todos os protocolos de segurança. Ainda assim, a entidade recomenda adiar a perfuração até que a criança tenha idade suficiente para cuidar do furo por conta própria.

Esse posicionamento reforça um debate cada vez mais presente entre famílias: a motivação por trás do furo precoce. Para além da estética ou da tradição, muitos especialistas defendem que vale refletir se a pressa atende às necessidades do bebê ou às expectativas dos adultos. Adiar a decisão não traz prejuízos à saúde nem à identidade da criança — e pode representar um gesto de respeito ao seu tempo.

No fim das contas, a principal orientação médica é clara: se os pais optarem por furar a orelha do bebê, o procedimento deve acontecer apenas após os primeiros meses de vida, em local adequado, com profissional capacitado e cuidados rigorosos de higiene. 

Resumo: Furar a orelha da bebê é uma tradição comum, mas exige atenção. Especialistas recomendam aguardar ao menos 2 meses, escolher locais seguros e materiais adequados. Mais do que estética, a decisão pede cuidado, informação e respeito ao tempo da criança.

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Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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