Livremo-nos do Mal
Anamaria

Livremo-nos do mal
A influência dos espíritos em nossas vidas
A questão 459 do Livros dos Espíritos indaga se os espíritos nos influenciam, e a resposta é taxativa: sim! “A esse respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar”.
Dito isso, fica a dúvida: de que maneira isso acontece e que tipo de influência eles podem realizar?
Vamos lá: como os espíritos desencarnados são invisíveis para a imensa maioria das pessoas, a influência que eles exercem é sobre o nosso pensamento, de modo que muitas das ideias que atribuímos à nossa “genialidade”, não raras vezes são “sopros” de nossos benfeitores a nos auxiliar nas boas decisões.
Porém, como toda ferramenta, há a utilização correta, todavia, conforme quem as utiliza, esses “sopros” podem ser canalizados para estimular a discórdia, o ódio ou até mesmo uma ação mais contundente.
Aparentemente isso dá uma ideia de fragilidade, como se estivéssemos à solta, podendo ser manipulados de uma forma ou de outra, em muitos casos, eximindo-nos até da responsabilidade, atribuindo a um espírito a iniciativa de alguma ação questionável.
Revendo a pergunta feita por Kardec, observamos que ela fala em influência, ou seja, os espíritos nos influenciam, como a chamada má companhia, mas a decisão e a responsabilidade são sempre nossas. No caso da boa sugestão, o mérito também nos pertence.
Sabendo disso, resta-nos escolher que tipo de “companhia” queremos a nos influenciar cotidianamente, o que pode e deve ser feito pela vigilância constante do padrão de nossos pensamentos e ações, pois os bons espíritos só conseguem nos alcançar se estivermos vibrando na mesma frequência, o que também ocorre com nossos irmãozinhos inferiores, que só nos atingem se houver sentimento compatível, mesmo que por pouco tempo.
Agora que sabemos como essa influência atua, vamos relembrar a expressão do Evangelho de Mateus: “vigiai e orai”.
A oração nos eleva ao Plano Superior e nos sintoniza com os benfeitores espirituais, ao passo que a vigilância mantém essa sintonia ao selecionar pensamentos, conversas e, consequentemente, ações.
Dá para ficar 24 horas em estado de oração e vigilância nos dias de hoje? Lógico que não, mas se queremos evitar problemas, que os momentos de baixa vibração, causados exclusivamente pela nossa negligência, tornem-se cada vez mais curtos e menos frequentes, diminuindo significativamente a possibilidade de interferências espirituais deletérias.
Isso não é religião, é ciência!
Fiquemos finalmente com uma reflexão atribuída a Freud: “quanto de você existe naquilo que você odeia”?
Livremo-nos do mal!
Que assim seja.
Edson Sardano
