O acessório antigo que voltou com tudo - e ajuda a definir a sua cintura!
Anamaria

A nostalgia tem guiado parte importante das escolhas da moda recente, e a estética Y2K, ou seja, do final dos anos 1990 e início dos anos 2000, marcada por um estilo otimista, futurista e nostálgico, surge como um dos principais vetores desse retorno. Cinturas marcadas, denim lavado, volumes contrastantes e acessórios chamativos ajudam a explicar por que o cinto deixou de ser coadjuvante e passou a estruturar visualmente muitas produções.
O acessório como ponto de construção do look
Mais do que segurar calças ou saias, o cinto passou a ser usado como elemento de organização do visual. Ele cria pausas, define proporções e adiciona informação de moda mesmo em combinações simples.
Segundo Rogério Zorzetto, CEO da rede de varejo Prioridade 10, o movimento é perceptível também no comportamento de consumo. “Temos observado um aumento significativo na procura por cintos, acompanhado de uma maior diversidade na oferta de modelos disponíveis, o que naturalmente leva a peça a assumir protagonismo nos visuais”, afirma.
Entre os modelos mais procurados, aparecem versões com brilho, glitter, superfícies metalizadas e fivelas marcantes, além dos cintos clássicos em couro, que seguem como opção versátil para diferentes estilos.
Anos 2000
O retorno do cinto dialoga com características centrais da estética Y2K (ano 2000), como a valorização da cintura, o uso de acessórios evidentes e a mistura de referências retrô com peças contemporâneas. Ao marcar o corpo ou interromper linhas muito amplas, o acessório cria contraste e intenção no styling, algo valorizado na moda atual.
Em um cenário em que o visual é construído por camadas e detalhes, o cinto funciona como elo entre peças básicas e propostas mais elaboradas, sem exigir grandes mudanças no guarda-roupa.
Como o cinto aparece nas produções atuais
Com minissaia
A combinação entre minissaia e cinto reforça referências diretas dos anos 2000. Modelos com fivelas maiores, texturas diferentes ou estampas ajudam a destacar a região da cintura e a dar mais presença ao look.
Em bermudas
Nas bermudas de comprimento alongado, o cinto ajuda a organizar a silhueta. Ao quebrar a linha reta da peça, o acessório traz equilíbrio e intenção visual, especialmente quando combinado ao denim.
Em camisetas oversized
Ao ser usado sobre camisetas amplas, o cinto cria um novo desenho para a peça. A estratégia define a cintura, valoriza o jogo de volumes e transforma uma base casual em uma produção mais estruturada.
Com vestidos longos
Em vestidos fluidos, especialmente os de estética boho, o cinto adiciona contraste e estrutura. Posicionado na cintura ou levemente abaixo, ele cria camadas visuais e muda a leitura da peça sem interferir no conforto.
Como usar o cinto no dia a dia, sem erro
– Use o acessório para criar proporção
Em looks amplos, o cinto ajuda a definir a silhueta e organizar o visual.
– Escolha o modelo de acordo com o efeito desejado
Cintos largos e com fivelas chamativas ganham destaque. Os finos funcionam melhor em propostas discretas.
– Teste posições diferentes
Na cintura alta, média ou levemente abaixo, o cinto altera completamente a leitura da roupa.
– Comece pelos looks básicos
Jeans e camiseta ganham outra proposta com a inclusão do acessório.
– Pense no cinto como parte do styling
Ele não precisa combinar exatamente com a bolsa ou o sapato, mas deve conversar com a proposta do look.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1509, de 20 de fevereiro de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.