Home
Estilo de Vida
O problema não é o prato: o que está "escondido" na sua casa que faz seu filho recusar a comida?
Estilo de Vida

O problema não é o prato: o que está "escondido" na sua casa que faz seu filho recusar a comida?

publisherLogo
Anamaria
14/03/2026 13h00
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/rss_links/images/51003/original/Ana_Maria.png?1764195956
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

Quando os pequenos começam a virar o rosto para os legumes ou a selecionar apenas o que é “fácil” de comer, a primeira reação dos pais é mudar a receita ou insistir na colherada. No entanto, a solução pode estar bem longe do fogão. O ambiente da casa e a forma como as refeições são conduzidas têm um peso decisivo na aceitação dos alimentos.

“A alimentação infantil é muito mais comportamento do que cardápio. E comportamento é moldado pelo ambiente”, explica a nutricionista materno-infantil e especialista em comportamento alimentar, Renata Riciati. Isso significa que o local, o clima emocional e até a organização da despensa influenciam diretamente o apetite dos filhos.

O perigo das telas e a falta de rotina

Um dos maiores vilões da boa alimentação moderna é o uso de tablets e televisões durante o almoço ou jantar. Quando a criança come distraída, ela entra no “modo automático” e perde a conexão com o próprio corpo. Segundo Renata, isso atrapalha a percepção de saciedade, fazendo com que o pequeno não reconheça quando já está satisfeito.

Além disso, a falta de um lugar fixo para comer gera insegurança no cérebro infantil. “Crianças pequenas precisam de previsibilidade. Comer sempre no mesmo local, com rotina de horários certa, ajuda o cérebro a entender que aquele é o momento da refeição”, afirma a especialista. O hábito de comer andando pela casa ou brincando impede que a criança foque no alimento e desenvolva uma relação saudável com a comida.

Como combater a recusa alimentar? Foto: FreePik
Como combater a recusa alimentar? Foto: FreePik

A mesa não pode ser um campo de batalha

O clima emocional durante a refeição é outro fator que pode “travar” o apetite. Se o momento de comer é marcado por brigas, chantagens ou ameaças, a criança passa a associar o prato a sentimentos de estresse e ansiedade. Por outro lado, um ambiente leve, onde os adultos comem junto e conversam sobre o dia (sem focar exclusivamente no quanto a criança está ingerindo), transforma a comida em algo prazeroso.

Vale lembrar que o exemplo arrasta: “Criança não faz o que você manda, ela faz o que você faz”, reforça Renata. Se os pais não consomem frutas e vegetais, ou se falam mal de determinados alimentos, dificilmente os filhos terão interesse por eles. O ambiente alimentar da casa – o que fica disponível na fruteira ou no armário – é o que dita a norma do que é normal consumir no dia a dia.

6 passos para transformar a hora da refeição

Pequenos ajustes no cenário da sua casa podem fazer milagres pela aceitação alimentar do seu filho. Confira as dicas práticas da especialista:

  • Mesa é lugar de comer: Sempre que possível, reúna a família à mesa para as refeições principais.
  • Telas desligadas: Elimine celulares, tablets e TVs durante o momento de comer para estimular a atenção plena.
  • Horários estáveis: Tente manter uma rotina organizada para que o organismo da criança aprenda a identificar os sinais de fome.
  • Comam juntos: O exemplo visual dos pais comendo os mesmos alimentos é a melhor ferramenta de ensino.
  • Ambiente saudável: Deixe alimentos naturais, como frutas, acessíveis e evite estocar ultraprocessados que sirvam de “escape”.
  • Zero pressão: Evite transformar a refeição em um momento de conflito. Se a criança recusar, tente novamente em outra oportunidade sem brigas.

Resumo: A recusa alimentar em crianças costuma estar ligada ao ambiente doméstico e à falta de rotina. Nutricionista alerta que evitar telas, comer à mesa e dar bons exemplos são atitudes mais eficazes do que apenas insistir em novos cardápios.

Leia também:

Como lidar com a seletividade alimentar?

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também