Queda de cabelo feminina: quando o problema sinaliza um alerta de saúde
Anamaria

Nos últimos anos, a alopecia ganhou espaço nas redes sociais, em entrevistas e até nos relatos de celebridades. Xuxa, Juliette, Virginia Fonseca, Maiara e Viola Davis são algumas das famosas que já compartilharam publicamente suas experiências com a queda capilar.
Mas, por trás do impacto emocional, existe um alerta importante: a queda de cabelo nem sempre é apenas estética. Em muitos casos, ela pode estar ligada ao estresse, alterações hormonais, deficiências nutricionais ou até doenças autoimunes.
Quando a queda deixa de ser considerada normal?
Perder fios diariamente faz parte do ciclo natural do cabelo. O problema começa quando a queda se torna intensa, prolongada ou acompanhada de afinamento e redução do volume. “O diagnóstico precoce costuma fazer bastante diferença nos resultados do tratamento”, afirma José Roberto.
As causas podem variar bastante. Confira os principais tipos de alopecia:
- Alopecia androgenética: afinamento progressivo dos fios, geralmente ligado à predisposição genética
- Eflúvio telógeno: queda intensa e difusa, comum após períodos de estresse ou alterações hormonais
- Alopecia areata: doença autoimune que provoca falhas arredondadas no couro cabeludo
- Alopecia por tração: causada pela tensão excessiva dos fios em penteados apertados
O peso emocional
O cabelo tem relação direta com identidade, feminilidade e autoestima. Por isso, não é raro que a alopecia afete também o emocional, especialmente quando a queda aparece de forma repentina.
Além das questões genéticas, o próprio organismo pode responder ao estresse físico e emocional com alterações capilares semanas ou até meses depois. O especialista explica que o cabelo é extremamente sensível às mudanças do corpo, incluindo privação de sono, dietas restritivas e oscilações hormonais.
Fases como pós-parto, menopausa e problemas da tireoide também podem impactar diretamente a saúde dos fios. Outro ponto que chama atenção é o uso indiscriminado de hormônios e anabolizantes, especialmente sem acompanhamento médico. “Em pessoas geneticamente predispostas, essas substâncias podem acelerar ou agravar significativamente a alopecia androgenética”, alerta o dermatologista.
Em meio às mudanças na aparência, muitas mulheres recorrem a alternativas como megahair, alongamentos e penteados na tentativa de recuperar volume ou esconder falhas. Mas alguns hábitos exigem cuidado.
Cuidado com penteados apertados
A chamada alopecia por tração tem sido cada vez mais observada nos consultórios dermatológicos. Ela acontece quando os fios sofrem tensão constante por muito tempo.
Coques muito apertados, rabos de cavalo tensionados, tranças muito firmes e alguns tipos de alongamento capilar estão entre os hábitos que podem favorecer o problema. No início, os sinais costumam surgir como quebra, afinamento e rarefação, principalmente na parte frontal da cabeça. Porém, a perda pode se tornar permanente em alguns casos.
Existe tratamento?
Depende do diagnóstico. Hoje, os tratamentos incluem medicações tópicas e orais, tecnologias como laser e LED, microagulhamento e, em alguns casos, transplante capilar. “Esses tratamentos são utilizados há muitos anos na dermatologia, com grande evidência científica, perfil de segurança bem estabelecido e ótimos resultados quando corretamente indicados por um especialista”, afirma o dermatologista.
Ainda assim, vale lembrar que não existem soluções milagrosas. O que costuma trazer resultados consistentes é a combinação entre diagnóstico correto, tratamento precoce, acompanhamento médico e constância nos cuidados.
A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1522, de 22 de maio de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.
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