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Seu pet não para de se coçar? Conheça os sinais que podem indicar doenças de pele 
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Seu pet não para de se coçar? Conheça os sinais que podem indicar doenças de pele 

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Anamaria
07/06/2026 23h00
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©Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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Coçar o corpo de vez em quando faz parte do comportamento natural dos cães. Poeira, contato com sujeira ou pequenas irritações podem causar episódios passageiros, sem representar um problema de saúde. O alerta aparece quando a coceira se torna frequente, intensa ou persistente. Nesses casos, o desconforto pode indicar alterações dermatológicas que afetam diretamente a qualidade de vida do animal.

Observar mudanças no padrão do comportamento é essencial para perceber quando algo não vai bem. “O prurido é um dos sinais mais comuns na rotina clínica e pode ter diferentes causas e apresentações. Por isso, é fundamental observar a frequência, a intensidade e os comportamentos associados”, explica Ana Both, médica-veterinária e gerente de Serviços Técnicos de Animais de Companhia da Zoetis.

Como a coceira aparece no dia a dia

O prurido, nome técnico dado à coceira, pode se manifestar de formas diferentes. Alguns cães passam a lamber excessivamente determinadas áreas, especialmente as patas. Outros começam a morder a própria pele, esfregar o corpo em móveis ou se coçar com intensidade constante. Além do comportamento, alterações físicas também podem surgir:

  • Vermelhidão na pele;
  • Falhas localizadas no pelo;
  • Pequenas feridas ou crostas;
  • Escurecimento da pele;
  • Odor forte na região afetada;
  • Inflamações nos ouvidos.

Será que é alergia?

Entre as causas mais frequentes de coceira em cães estão as doenças alérgicas. Uma das mais comuns é a dermatite atópica canina, condição inflamatória crônica que faz o sistema imunológico reagir de forma exagerada a substâncias do ambiente, como poeira, ácaros e pólen. “Na dermatite atópica, o sistema imunológico do cão reage de forma exacerbada a substâncias do ambiente, como ácaros, pólen e poeira. Isso desencadeia um processo inflamatório que leva à coceira intensa e recorrente”, afirma Ana. Nesses casos, o animal costuma apresentar desconforto contínuo e crises recorrentes ao longo da vida.

Parasitas e alimentação também entram na lista

Nem toda coceira está relacionada apenas a alergias ambientais. Pulgas, carrapatos e outros parasitas podem desencadear irritações importantes na pele, principalmente em cães mais sensíveis.

Além disso, algumas reações alimentares também podem provocar prurido. Em determinadas situações, componentes da dieta passam a gerar respostas inflamatórias no organismo, afetando a pele e aumentando a coceira. Por isso, manter o controle antiparasitário atualizado e acompanhar a alimentação do animal fazem parte da prevenção.

O emocional também pode influenciar

Existem situações em que o comportamento compulsivo aparece ligado a fatores emocionais. Ansiedade, estresse e até tédio podem levar alguns cães a desenvolver lambedura excessiva ou outras formas repetitivas de comportamento. Ainda assim, especialistas reforçam que causas clínicas precisam ser investigadas antes de associar o problema apenas ao emocional, já que doenças dermatológicas podem se manifestar de forma parecida.

Diagnóstico

Muitas doenças de pele apresentam sintomas semelhantes, o que torna o diagnóstico um passo essencial para definir o tratamento adequado. “O diagnóstico dermatológico envolve uma investigação detalhada, que pode incluir histórico clínico, exame físico e testes complementares. Tratar apenas o sintoma, sem identificar a causa, pode prolongar o desconforto do animal”, reforça Ana. O tratamento varia conforme a origem do problema e pode incluir controle da inflamação, redução da coceira e manejo contínuo em casos crônicos.

Quando o cão coça sem parar, a própria lesão causada pelo comportamento piora o quadro dermatológico. Isso cria um ciclo difícil de interromper. Quanto mais o animal se machuca, maior a irritação na pele e, consequentemente, maior a vontade de coçar novamente. Por isso, controlar o prurido é considerado parte fundamental do tratamento.

A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1521, de 15 de maio de 2026).

Leia a matéria original aqui.

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