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Supercola na pele? Veja os perigos do produto utilizado por rainhas de bateria das escolas de samba
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Supercola na pele? Veja os perigos do produto utilizado por rainhas de bateria das escolas de samba

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Anamaria
15/02/2026 20h30
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Durante o Carnaval, fantasias elaboradas, pedrarias, plumas e estruturas complexas precisam resistir a horas de desfile sob calor intenso e muito movimento. Quando algo se solta no meio da apresentação, a solução precisa ser rápida. É nesse contexto que a chamada “supercola” de secagem instantânea já foi usada como recurso emergencial por musas e rainhas de bateria.

O problema é que esse produto não foi desenvolvido para aplicação direta na pele.

O que é a supercola e por que ela preocupa?

A maioria das supercolas comercializadas tem como base o cianoacrilato, uma substância que reage rapidamente com a umidade, inclusive a da própria pele. Essa reação é o que garante a secagem quase imediata, mas também pode gerar calor e irritação no local aplicado.

O contato direto pode causar queimaduras químicas, vermelhidão, ardor, formação de bolhas e descamação. Em casos mais graves, a cola pode aderir à pele de forma indesejada, provocando lesões na tentativa de remoção. Também há risco de dermatite de contato e reações alérgicas.

Por isso, o uso do produto diretamente no corpo não é indicado. Ele foi desenvolvido para superfícies como plástico, metal, madeira e outros materiais rígidos, não para tecidos vivos.

Emergência na avenida: quando a cola entra em cena

Nos bastidores dos desfiles, a supercola costuma integrar o chamado “kit de emergência” para consertos rápidos em acessórios, sandálias, brincos ou partes estruturais do figurino.

O uso sobre a pele, especialmente para fixação de tapa-sexo ou outros adereços íntimos, já foi relatado em anos anteriores, mas hoje é visto como medida extrema. Com o avanço de alternativas mais seguras, a prática vem sendo cada vez menos adotada.

Alternativas mais seguras

Atualmente, a fixação de peças pequenas costuma ser feita com adesivos específicos para a pele, como fitas hipoalergênicas e microporosas, que oferecem aderência sem agredir tanto a superfície cutânea.

Esses materiais são desenvolvidos para uso corporal, resistem à umidade e ao suor e reduzem o risco de queimaduras ou reações químicas. Ainda assim, é importante testar previamente para verificar possíveis sensibilidades.

Cuidados indispensáveis

Mesmo em situações de emergência, alguns cuidados são fundamentais:

– Evitar aplicar qualquer cola comum diretamente na pele, especialmente em áreas sensíveis.
– Nunca usar o produto próximo a mucosas ou regiões íntimas.
– Não misturar colas com outros produtos na tentativa de “potencializar” a fixação.
– Em caso de contato acidental e irritação intensa, procurar atendimento médico.

Também é importante lembrar que a remoção inadequada pode piorar a lesão. Puxar a pele colada à força pode causar ferimentos e até infecções.

Beleza não deve custar a saúde

O Carnaval exige resistência física e preparo, mas improvisos com produtos inadequados podem transformar um problema estético em questão médica. A fantasia pode ser ousada, mas a segurança precisa vir em primeiro lugar.

Hoje, com opções mais modernas e adaptadas ao uso corporal, recorrer à supercola na pele deixou de ser regra e passou a ser exceção, e uma exceção que envolve riscos reais.

Resumo:
A supercola, à base de cianoacrilato, não foi criada para uso na pele e pode causar queimaduras químicas, irritações e alergias. Apesar de já ter sido usada em emergências na avenida, atualmente existem alternativas mais seguras, como adesivos hipoalergênicos específicos para o corpo.

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Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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