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Uma calopsita em casa
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Uma calopsita em casa

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Anamaria
14/06/2026 22h00
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Com seu topete característico e comportamento interativo, as Calopsita conquistaram espaço nos lares brasileiros e se tornaram uma das aves de estimação mais populares do país. Mas, apesar da aparência delicada e da adaptação ao ambiente doméstico, elas exigem cuidados específicos e compromisso de longo prazo.

A espécie se destaca pelo forte vínculo com os tutores. “São aves que criam vínculo, interagem e dependem da presença do tutor no dia a dia”, afirma Raissa Natali, médica-veterinária especializada em pets não convencionais do Hospital Veterinário Taquaral.

Companhia e rotina

Calopsitas são aves altamente sociais. Na natureza, vivem em grupos e passam grande parte do tempo vocalizando, explorando o ambiente e interagindo com outros indivíduos. Em casa, essa necessidade permanece. Quando passam muitas horas sozinhas ou sem estímulos, podem apresentar sinais de estresse, como vocalização excessiva, apatia e comportamentos repetitivos. Por isso, a convivência diária e os momentos de interação são parte fundamental da rotina.

Fora da gaiola

O espaço onde a ave vive influencia diretamente sua qualidade de vida. A gaiola precisa ser ampla o suficiente para permitir que a calopsita abra as asas e se movimente com conforto. Também deve ficar em local iluminado, protegido de correntes de ar, sem exposição constante ao sol e longe da cozinha, onde vapores e fumaça podem ser prejudiciais. Além disso, períodos fora da gaiola são recomendados, desde que o ambiente seja seguro e o animal permaneça supervisionado.

Como evitar o tédio da ave

O enriquecimento ambiental também é importante para as aves. Poleiros naturais, cordas, escadas e objetos que possam ser explorados ajudam a estimular comportamentos naturais e mantêm a calopsita mentalmente ativa. A troca periódica desses itens evita que ela perca o interesse e contribui para uma rotina mais variada.

Sociáveis e inteligentes, calopsitas exigem rotina, alimentação adequada e acompanhamento veterinário. Foto: Magnific
Sociáveis e inteligentes, calopsitas exigem rotina, alimentação adequada e acompanhamento veterinário. Foto: Magnific

Alimentação correta

Um dos erros mais comuns no manejo está na dieta. Embora misturas de sementes sejam bastante populares, elas não devem ser a base da alimentação. De acordo com Raissa, a ração extrusada deve representar entre 60% e 80% do consumo diário. Verduras e legumes podem ser oferecidos regularmente, enquanto as frutas entram em menor quantidade, em alguns dias da semana. As sementes ficam restritas a petiscos.

Alguns alimentos são considerados tóxicos e devem ser evitados, como abacate, chocolate, cebola, temperos e produtos industrializados.

Acompanhamento veterinário

Um dos maiores desafios no cuidado com calopsitas é que elas tendem a disfarçar sintomas quando estão doentes. Por instinto, muitas aves só demonstram alterações quando o quadro já está mais avançado. Entre os sinais que merecem atenção estão:

  • Apatia e diminuição da interação;
    • Penas eriçadas por longos períodos;
    • Perda de peso;
    • Mudanças nas fezes;
    • Dificuldade para respirar;
    • Alteração no comportamento habitual.

Por isso, assim como cães e gatos, as calopsitas também se beneficiam de acompanhamento regular. A recomendação é realizar consultas anuais com médico-veterinário especializado em animais não convencionais. Em aves mais idosas, esse acompanhamento pode ser mais frequente.

Grande parte dos problemas observados na rotina clínica está relacionada a falhas de manejo, especialmente alimentação inadequada, que pode provocar alterações hepáticas e deficiências nutricionais.

25 anos de vida

Antes de adquirir uma calopsita, é importante considerar que essa ave pode viver até 25 anos. “É um animal que demanda presença, acompanhamento e orientação desde o início”, destaca Raissa. Ou seja, a decisão envolve planejamento e responsabilidade, já que o cuidado se estende por muitos anos.

A criação de calopsitas é permitida no Brasil porque a espécie é considerada exótica doméstica. Ainda assim, a recomendação é procurar criadores regularizados, que sigam as normas legais e ofereçam animais com procedência adequada.

A matéria acima foi produzida para a revista AnaMaria Digital (edição 1522, de 22 de maio de 2026). Se interessou? Baixe agora mesmo seu exemplar da Revista AnaMaria nas bancas digitais: Bancah, Bebanca, Bookplay, Claro Banca, Clube de Revistas, GoRead, Hube, Oi Revistas, Revistarias, Ubook, UOL Leia+, além da Loja Kindle, da Amazon. Estamos também em bancas internacionais, como Magzter e PressReader.

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