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Alerta médico: o remédio que você tem na cabeceira pode estar disparando sua pressão
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Alerta médico: o remédio que você tem na cabeceira pode estar disparando sua pressão

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Bons Fluidos
24/06/2026 14h15
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Com a chegada das temperaturas mais baixas, o combo formado por rinite, alergias respiratórias e resfriados passa a fazer parte da rotina de milhares de pessoas. Na tentativa de aliviar rapidamente aquela sensação incômoda de nariz entupido, a reação imediata de muita gente é recorrer aos descongestionantes nasais. Contudo, o que começa como um alívio inocente e sem receita pode se transformar em um gatilho perigoso para o coração.

Os números desse hábito impressionam e ligam o sinal de alerta na comunidade médica. Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Campos revelou dados preocupantes sobre o comportamento do brasileiro:

  • 75% das pessoas utilizam descongestionantes nasais frequentemente;

  • 63% dos usuários recorrem à automedicação, sem nenhuma orientação profissional;

  • 23% dos participantes da pesquisa já apresentam dependência ativa desses produtos.

O levantamento comprovou que, justamente entre os dependentes do remédio, houve uma prevalência muito maior de efeitos colaterais graves, como hipertensão arterial e taquicardia.

O efeito dominó dos descongestionantes nasais

Para quem sofre com o entupimento, o frasco de spray parece milagroso. No entanto, o Dr. Daniel Terrível, cardiologista, diretor social e gerente médico dos ambulatórios Trasmontano, explica que a mágica do medicamento esconde uma armadilha mecânica.

“Os descongestionantes nasais promovem a contração dos vasos sanguíneos para reduzir o inchaço da mucosa e facilitar a passagem do ar. No entanto, esse efeito não ocorre apenas no nariz. Em pessoas com hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias ou fatores de risco cardiovasculares, essas substâncias podem elevar a pressão arterial, aumentar a frequência cardíaca e favorecer episódios de palpitação”, esclarece o especialista.

Em suma, ao pingar o remédio no nariz, o componente químico entra na corrente sanguínea e aperta as artérias do corpo inteiro, fazendo o coração trabalhar sob uma sobrecarga perigosa.

Como quebrar o ciclo do vício?

Nesse sentido, quem enfrenta episódios recorrentes de obstrução nasal precisa parar de remediar o sintoma e passar a investigar a verdadeira causa do problema. Por outro lado, existem alternativas perfeitamente seguras e naturais para desentupir as vias aéreas sem agredir o sistema cardiovascular:

  • Realizar a lavagem nasal frequente com solução salina (soro fisiológico);

  • Manter uma hidratação interna adequada (beber bastante água);

  • Controlar os fatores ambientais (evitar acúmulo de poeira e mofo no quarto);

  • Buscar um tratamento específico para rinite alérgica com um médico especialista.

Da mesma forma, nos casos em que a dependência psicológica e física já está instalada, a interrupção não deve ser feita de forma abrupta e sem apoio.

“Muitas pessoas mantêm um frasco na bolsa, no carro ou ao lado da cama e passam a utilizar o produto automaticamente diante de qualquer desconforto. Identificar esse comportamento e estabelecer um plano para abandoná-lo é fundamental para reduzir a dependência e evitar a exposição contínua aos efeitos sistêmicos da medicação, finaliza o cardiologista.

Embora tragam um conforto imediato e temporário, os descongestionantes jamais devem ser usados por períodos prolongados. O consumo consciente e responsável é o único caminho para proteger o seu fôlego e, acima de tudo, blindar o compasso do seu coração.

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