Home
Estilo de Vida
Apesar de raro, AVC em crianças pode ocorrer e deixar sequelas
Estilo de Vida

Apesar de raro, AVC em crianças pode ocorrer e deixar sequelas

publisherLogo
Bons Fluidos
23/06/2026 14h40
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/rss_links/images/51005/original/Bons_Fluidos.png?1764195908
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

O objetivo é acelerar o diagnóstico e o tratamento para reduzir o risco de sequelas. Embora seja mais raro, crianças também podem sofrer um AVC. Nelas, portanto, o evento aparece frequentemente associado a problemas como malformação de vasos cerebrais, doenças cardiovasculares ou autoimunes, além de traumas.

“As recomendações pediátricas desta diretriz representam um avanço importante, porque reconhecem formalmente que crianças também têm AVC e que o atraso no diagnóstico continua sendo um dos principais obstáculos”, avalia a neurologista Gisele Sampaio, do Hospital Israelita Albert Einstein. “É um grande passo para padronizar decisões que antes dependiam de extrapolação da literatura adulta e de julgamento individual.”

Um acidente vascular cerebral pode ocorrer pelo bloqueio da circulação sanguínea no cérebro (AVC isquêmico) ou pelo extravasamento de sangue (hemorrágico). Em qualquer caso, cada minuto faz diferença. O AVC provoca a morte de células, podendo deixar sequelas nos movimentos e na fala e até levar a óbito.

Entre os principais sintomas, o documento destaca cefaleia súbita intensa com vômitos, sonolência ou convulsão, alteração visual e problemas de coordenação motora (ataxia). Também valem os sinais clássicos do protocolo FAST (da sigla em inglês Face, Arms, Speech, Time), que avalia a presença de assimetria na face, fraqueza em um dos braços e dificuldade de fala. Diante de qualquer um deles, então, é preciso buscar atendimento imediatamente.

Novos critérios para tratamento de AVC

A diretriz descreve critérios para restabelecer o fluxo sanguíneo com medicamentos ou procedimentos para retirar os trombos. Estabelece, assim, prazos para o uso de fármacos a partir de 28 dias de vida e a possibilidade de trombectomia mecânica (a retirada do coágulo via cateter) em crianças com mais de 6 anos.

O documento reconhece, contudo, que escalas de triagem criadas para adultos não distinguem bem o AVC pediátrico. O quadro na infância pode ser facilmente confundido com outros distúrbios, como enxaqueca, epilepsia, trauma e tumores.

No caso de adultos, a nova diretriz também estabelece critérios mais amplos sobre quem pode receber o tratamento nas primeiras 24 horas. Entretanto, o foco principal da atualização permanece na consolidação do protocolo para o público infantil, incluindo alguns casos antes considerados inelegíveis na medicina geral.

*Texto escrito por Gabriela Cupani, da Agência Einstein
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também