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Como fazer um 'detox' no corpo após as festas? Confira dicas essenciais
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Como fazer um 'detox' no corpo após as festas? Confira dicas essenciais

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Bons Fluidos
19/02/2026 18h00
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Depois de períodos de excessos – como festas, férias ou semanas mais estressantes – é comum surgir aquela vontade de “limpar o organismo”. E aí a palavra detox aparece com força: sucos verdes, jejuns, restrições e promessas de eliminar toxinas rapidamente. Mas afinal, o que significa fazer um detox? E será que essas dietas realmente funcionam como prometem?

A resposta é mais simples (e mais interessante) do que parece: o corpo já tem um sistema natural de desintoxicação extremamente eficiente. O que faz diferença de verdade são hábitos sustentáveis, não soluções radicais.

O que é “detox” no contexto da saúde?

No discurso popular, detox costuma ser associado à ideia de eliminar substâncias acumuladas no organismo que poderiam causar inchaço, envelhecimento precoce, espinhas e até dificuldade para emagrecer.

Só que, do ponto de vista médico, não existe uma definição única para “toxinas” nesse contexto. Em geral, o termo é usado de forma vaga para se referir a resíduos metabólicos, compostos presentes em alimentos ultraprocessados, álcool, poluição ou substâncias químicas do ambiente.

A boa notícia é que o corpo humano tem órgãos que trabalham diariamente para filtrar e eliminar esses resíduos, como: fígado, rins, intestino, pulmões e pele. Ou seja: você já faz detox todos os dias – mesmo sem tomar suco verde.

Quando sentimos o corpo “sobrecarregado”?

Alguns hábitos podem dificultar o trabalho natural do organismo, como excesso de álcool, tabagismo, alimentação pobre em fibras, sedentarismo, estresse crônico, uso frequente de medicamentos sem orientação e doenças como obesidade e diabetes. Nessas situações, ajustar o estilo de vida pode ajudar muito mais do que seguir protocolos detox rígidos.

Fígado e seu potencial de detox

Após dias de folia, ressaca e alimentação fora da rotina, muitos buscam um “detox” para recuperar o corpo. Mas, será que sucos verdes, chás e suplementos realmente fazem essa limpeza? Dra. Patrícia Almeida, Hepatologista pela Sociedade Brasileira de Hepatologia Doutora pela USP, alerta: o verdadeiro detox não vem de produtos milagrosos, mas do próprio fígado, um órgão que trabalha incansavelmente 24 horas por dia para eliminar toxinas e equilibrar o organismo.

O fígado desempenha mais de 500 funções essenciais, sendo a eliminação de substâncias tóxicas uma das principais. “Essas toxinas podem ser produzidas pelo próprio organismo ou ingeridas, como no caso do álcool, medicamentos e alimentos ultraprocessados”, explica a Dra. Patrícia.

No processo natural de desintoxicação, o fígado converte substâncias insolúveis em compostos solúveis, facilitando sua eliminação pelo organismo. Os rins, por sua vez, complementam esse trabalho ao filtrar e excretar substâncias hidrossolúveis pela urina.

O papel dos alimentos verdes e antioxidantes

Dietas detox costumam incluir muitos vegetais verdes por causa da clorofila e de compostos antioxidantes, presentes em alimentos como couve, espinafre e brócolis. Esses ingredientes realmente contribuem para a saúde porque ajudam a reduzir inflamações e oferecem suporte ao fígado e aos rins – mas não são “milagrosos”. O benefício vem do conjunto da alimentação, não de um ingrediente isolado.

Fibras: o verdadeiro “detox” do intestino

Se existe um ponto forte apoiado pela ciência quando falamos em desintoxicação natural, ele se chama fibra alimentar. A maioria das pessoas consome muito menos fibras do que o recomendado, e isso afeta diretamente o intestino e o metabolismo.

As fibras ajudam a melhorar o trânsito intestinal, reduzir o tempo de contato de resíduos com o intestino, favorecer bactérias benéficas da microbiota e auxiliar na eliminação de substâncias potencialmente nocivas. Boas fontes incluem: feijões, lentilhas e grão-de-bico, aveia e cereais integrais, frutas com casca, sementes e oleaginosas e verduras escuras.

Água: essencial para rins e fígado funcionarem bem

A hidratação é outro pilar fundamental. A água é necessária para que os rins filtrem o sangue e eliminem resíduos pela urina. Hoje, as recomendações mais atualizadas indicam que, para a maioria das pessoas, cerca de 1,5 a 2 litros por dia costuma ser suficiente – variando conforme clima e atividade física. Não precisa exagerar: o importante é manter uma ingestão regular ao longo do dia.

Sono: o cérebro também precisa “se limpar”

Um dos achados mais fascinantes da ciência recente é que o cérebro passa por uma espécie de “faxina” durante o sono. À noite, fluidos circulam entre os neurônios removendo resíduos metabólicos acumulados ao longo do dia. Dormir pouco ou mal pode prejudicar esse processo e afetar atenção, memória e humor. Ou seja: cuidar do sono também é uma forma real de apoiar a saúde do organismo.

Exercício físico ajuda, mas não pelo suor

Então, vale fazer detox?

Dietas detox restritivas e promessas rápidas geralmente não têm comprovação e podem até ser prejudiciais sem acompanhamento. Por outro lado, muitas pessoas se sentem melhor ao reduzir ultraprocessados e aumentar alimentos naturais – e isso faz sentido.

O melhor “detox” é o básico bem feito: mais fibras, mais água, mais sono, mais movimento, menos álcool e excesso de industrializados. O corpo não precisa de atalhos. Ele precisa de rotina.

Sobre a especialista

Dra. Patricia Almeida (CRM SP 159821) possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (2010). Realizou residência médica em Clínica Médica no Hospital Geral Dr César Cals em Fortaleza-CE; e residência em Gastroenterologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo-(USP RP). Possui Doutorado em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e título de especialista em Gastroenterologia pela FBG Título em Hepatologia pela SBH.

Leia também: Fim de festa: como tirar o glitter do corpo após o Carnaval?”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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