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Cuidados que foliões devem ter ao beijar no Carnaval
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Cuidados que foliões devem ter ao beijar no Carnaval

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Bons Fluidos
14/02/2026 01h00
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O clima de Carnaval, com música, agitação, fantasias e multidões, é propício aos que planejam, além de festejar, aproveitar o momento para beijar. Essas pessoas, no entanto, precisam adotar cuidados para evitar diversas doenças transmitidas pela saliva. É o que orienta a otorrinolaringologista Roberta Pilla.

Riscos ao beijar no Carnaval

De acordo com a médica, por ser naturalmente úmida, aquecida e vascularizada, a boca favorece a sobrevivência e a entrada de vírus e bactérias no organismo. Por isso, o beijo, que permite a troca de saliva e secreções da garganta, é uma das principais formas de contágio de diferentes infecções.

“Entre as principais doenças transmitidas pelo beijo estão a mononucleose infecciosa, conhecida como ‘doença do beijo’, causada pelo vírus Epstein-Barr, o herpes simples tipo 1, o citomegalovírus, além de infecções respiratórias como gripe, resfriados e a COVID-19”, detalha.

O infectologista Marcelo Ducroquet, explica que, apesar de essas enfermidades não representarem alto risco à saúde, muitas delas não têm cura. “Até por isso esses vírus têm alta circulação. Eles não podem ser eliminados do organismo e, muitas vezes, são transmitidos mesmo quando o portador não apresenta sintomas”, explica.

Para o especialista, a maior preocupação dos foliões deve ser com as condições respiratórias, como a Influenza, que, dependendo da condição prévia da pessoa, pode levar a óbito. Roberta Pilla também cita o risco de contrair diagnósticos mais severos, como meningite meningocócica e até sífilis, principalmente quando existem feridas ou lesões na mucosa oral.

Sintomas e cuidados

Após beijar no Carnaval, os médicos orientam, portanto, ficar atento a sintomas como febre, dor de garganta intensa, aumento dos gânglios no pescoço e cansaço excessivo. Dificuldade para engolir, bolhas ou feridas nos lábios, manchas pelo corpo ou dor de cabeça persistente também são sinais que exigem avaliação médica. A busca por atendimento deve ocorrer principalmente se os incômodos persistirem.

Já para minimizar os riscos e preservar a saúde, Ducroquet aconselha não se apoiar somente na boa higienização da boca. É importante ainda evitar beijar pessoas que apresentem, por exemplo, tosse e lesões visíveis nos lábios. Outra dica é não compartilhar copos e utensílios, cuidar do sono e da alimentação para fortalecer a imunidade e, principalmente, manter a vacinação em dia.

Leia também: Vírus Nipah: quais são os riscos de uma epidemia durante Carnaval no Brasil?

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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