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Estudo revela o forte impacto das dores menstruais e da vergonha na vida de estudantes brasileiras
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Estudo revela o forte impacto das dores menstruais e da vergonha na vida de estudantes brasileiras

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Bons Fluidos
11/06/2026 23h20
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As dores menstruais continuam impactando diretamente a rotina escolar de milhões de adolescentes brasileiras. Segundo um estudo recente do Instituto Alana e da Equidade.info, 4 em cada 10 meninas já faltaram à escola por causa dos desconfortos provocados pela menstruação. Além da dor física, sentimentos como vergonha, medo de vazamentos e falta de informação também influenciam o desempenho escolar e a relação das adolescentes com o próprio corpo. Dessa forma, o levantamento reforça que muitos tabus ainda cercam a menstruação, mesmo sendo uma experiência natural na vida de grande parte das mulheres.

Como as dores menstruais afetam a vida escolar?

Embora o desconforto físico esteja entre os principais motivos das faltas escolares, ele não representa o único desafio enfrentado pelas estudantes. Muitas adolescentes sentem insegurança durante o período menstrual, especialmente quando convivem em ambientes que tratam o tema com constrangimento ou silêncio. Como consequência, elas podem evitar atividades escolares, esportivas e sociais. Além disso, a falta de informação dificulta a compreensão das mudanças que acontecem no corpo durante a puberdade. Por esse motivo, muitas meninas atravessam essa fase com dúvidas e inseguranças que poderiam ser evitadas por meio do diálogo.

Dores menstruais, vergonha e desinformação ainda fazem parte da realidade

Especialistas defendem que a menstruação não deve ser tratada como um assunto proibido. No entanto, muitas famílias e escolas ainda encontram dificuldades para conversar sobre o tema de forma aberta e natural. Consequentemente, essa realidade pode gerar dúvidas, medo e uma percepção negativa sobre o próprio corpo. Por isso, iniciativas que incentivam o diálogo vêm ganhando espaço como ferramentas importantes para promover educação emocional, autoconhecimento e acolhimento.

Dores menstruais
Muitas meninas sentem vergonha da menstruação – Canva

Livro propõe conversas sobre puberdade sem tabus

Foi justamente diante dessa necessidade que a fisioterapeuta pélvica e especialista em sexualidade Berenice Shakti criou o livro Cartas para Adelaine. A publicação reúne 25 cartas interativas e um livreto com reflexões, orientações e atividades voltadas para mães, filhas, educadores e responsáveis. Além disso, o material estimula conversas sobre temas como menarca, consentimento, autoestima, desenvolvimento emocional e autocuidado. Segundo a autora, a ideia surgiu durante sua atuação clínica. Ao longo dos anos, ela percebeu que muitas mulheres chegavam à vida adulta sem compreender plenamente o próprio corpo e suas transformações.

Por que falar sobre menstruação desde cedo?

De acordo com especialistas, o acesso à informação ajuda meninas a desenvolver uma relação mais saudável com a puberdade e com as mudanças naturais do crescimento. Além disso, conversas abertas reduzem sentimentos de vergonha e incentivam o autocuidado. Quando famílias e educadores abordam o tema de forma respeitosa e natural, adolescentes tendem a se sentir mais seguras para esclarecer dúvidas e compreender as próprias experiências. Por outro lado, o silêncio pode reforçar inseguranças e dificultar o processo de autoconhecimento.

Dores menstruais
Como a menstruação afeta a autoestima das meninas – Canva

Diálogo fortalece autoestima e autonomia

Mais do que explicar transformações físicas, conversar sobre puberdade também contribui para fortalecer a autoestima e a autonomia das meninas. Nesse contexto, materiais educativos e diálogos dentro de casa ajudam adolescentes a atravessar essa fase com mais confiança e acolhimento. Além disso, essas conversas fortalecem vínculos familiares e ampliam a sensação de segurança emocional. Por fim, compreender o próprio corpo representa um passo importante para desenvolver bem-estar, autoconfiança e qualidade de vida ao longo dos anos.

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