Faz mal? Veja mitos comuns sobre alimentação
Bons Fluidos

Informações distorcidas sobre alimentação saudável se espalham com facilidade e acabam confundindo quem busca hábitos melhores. Algumas crenças populares parecem lógicas, mas não resistem à ciência. A seguir, veja cinco mitos frequentes sobre o que faz bem ou mal à saúde.
Leite faz mal?
Essa afirmação ganhou força nos últimos anos, especialmente com a popularização de dietas restritivas e discursos ligados à alimentação ‘natural’. No entanto, segundo o VivaBem, do UOL, a ideia não se sustenta para a maioria das pessoas. O equívoco vem da confusão entre intolerância à lactose, alergia à proteína do leite e inflamação sistêmica.
Quem tem intolerância ou alergia realmente pode apresentar sintomas desconfortáveis ao consumir laticínios. Fora esses casos específicos, o leite não é inflamatório. Pelo contrário: ele fornece cálcio, proteínas de alto valor biológico e outros nutrientes importantes. A exclusão só deve ocorrer com diagnóstico adequado.
Vinho todo dia
Por muito tempo, o vinho tinto foi associado à proteção cardiovascular, principalmente por conter resveratrol, um antioxidante presente na casca da uva. A ciência, porém, avançou e hoje o consenso é claro: não existe consumo seguro de álcool.
Organizações como a OMS alertam que o álcool é tóxico para o organismo e que possíveis benefícios não compensam os riscos. O consumo frequente afeta fígado, cérebro, sono e aumenta a chance de várias doenças. Para obter compostos fenólicos, a melhor escolha continua sendo a uva in natura ou o suco integral, sem aditivos.
Glúten e frutas
A exclusão do glúten virou tendência, mesmo entre pessoas sem qualquer diagnóstico. O glúten é apenas uma proteína presente no trigo, no centeio e na cevada. Ele só é prejudicial para quem tem doença celíaca ou sensibilidade específica, uma parcela pequena da população. Para quem não se encaixa nesses quadros, eliminar o glúten não traz benefícios comprovados e pode gerar restrições alimentares desnecessárias, além de reduzir a variedade da dieta.
Já em relação às frutas, o receio do açúcar natural fez com que muita gente passasse a evitá-las, associando-as a doces e bebidas industrializadas. Essa comparação, no entanto, não faz sentido do ponto de vista nutricional. Embora contenham frutose, elas também são ricas em fibras, água, vitaminas, minerais e antioxidantes. Esses componentes fazem com que o açúcar seja absorvido de forma mais lenta e equilibrada. Frutas são aliadas da saúde e podem, sim, fazer parte de uma alimentação voltada ao controle de peso.
Refrigerante zero
Bebidas zero açúcar costumam gerar desconfiança, e com razão em alguns pontos. Elas não oferecem valor nutricional e contêm adoçantes artificiais, que ainda levantam debates sobre efeitos no metabolismo quando consumidos em excesso. Mas quando o assunto é celulite, a associação não procede.
Refrigerantes zero não causam celulite nem engordam diretamente, já que não têm calorias. A condição estética está ligada a fatores como genética, hormônios, circulação, inflamação, sedentarismo e percentual de gordura. O consumo eventual dessas bebidas não é responsável pelo problema.
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