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O que o álcool faz com seus rins? Atenção aos excessos no Carnaval 
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O que o álcool faz com seus rins? Atenção aos excessos no Carnaval 

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Bons Fluidos
22/01/2026 20h00
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Durante o Carnaval, o consumo de bebidas alcoólicas costuma aumentar, muitas vezes associado a longos períodos de festa, altas temperaturas e pouca ingestão de água. Nesse cenário, é fundamental entender como o álcool afeta os rins. A nefrologista Dra. Daphnne Camaroske, da Fenix Nefrologia, alerta que o consumo excessivo pode provocar lesão renal aguda mesmo em pessoas saudáveis, especialmente quando ocorre em curto espaço de tempo. 

Por que o álcool lesiona os rins?

O consumo elevado, principalmente durante a folia, prejudica os rins por três caminhos principais:

  • Desidratação e perda de água: o álcool bloqueia o hormônio antidiurético (ADH), fazendo com que a pessoa urine mais, perca líquidos rapidamente e reduza o fluxo de sangue que chega aos rins;
  • Quebra muscular (rabdomiólise): a ingestão exagerada pode causar destruição das fibras musculares, liberando mioglobina, uma substância altamente tóxica para os rins;
  • Queda do volume sanguíneo: o álcool pode causar queda de pressão e, associado a vômitos e suor excessivo comuns no Carnaval, leva à hipovolemia, comprometendo a perfusão renal e causando queda abrupta da função dos rins.

Quantidade aceitável e o efeito dos destilados 

Nenhuma dose de álcool é totalmente isenta de riscos. Mas para minimizar os danos em rins saudáveis, o ideal é limitar o consumo a até uma dose por dia para mulheres (cerca de 350 ml de cerveja ou 150 ml de vinho) e até duas doses para homens. O mais importante é evitar beber grandes volumes em um curto período.

O efeito tóxico está relacionado à quantidade de álcool puro ingerida, independentemente do tipo de bebida. Destilados, por terem maior concentração alcoólica, facilitam a intoxicação rápida, especialmente quando consumidos em shots, aumentando a desidratação e a sobrecarga dos rins.

A importância crítica da hidratação 

Beber água regularmente é essencial durante a folia. Como o álcool bloqueia o ADH, a hidratação ajuda a compensar a perda de líquidos, evita a concentração excessiva do sangue e reduz o risco de lesão renal aguda. Além disso, a água auxilia o fígado na metabolização do álcool, ajuda a prevenir a ressaca e a queda de pressão. Misturar bebidas não é o principal problema, mas geralmente leva a um consumo maior e mais rápido, elevando os riscos.

Sinais de alerta: quando procurar ajuda médica 

Os rins costumam ser silenciosos, e o surgimento de sintomas pode indicar gravidade. É fundamental procurar atendimento médico se houver diminuição do volume ou alteração da cor da urina, inchaço no rosto ou nas pernas, náuseas e vômitos persistentes, dor muscular intensa, confusão mental, ressaca prolongada, sede extrema ou boca muito seca.

*Fonte: Maria Luiza Cesário | Rojas Comunicação

Leia também: “Janeiro Seco”: veja dicas de especialistas para começar o ano sem bebida alcoólica

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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