Protetor solar em bastão funciona? O que os dermatologistas dizem sobre o queridinho do momento
Bons Fluidos

O protetor solar em bastão virou febre pela praticidade, mas especialistas alertam que ele não deve ser sua única fonte de defesa contra o sol. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-RESP), o maior risco do formato stick é a falsa sensação de segurança. Como não há um consenso científico sobre a quantidade exata de produto que sai em cada passada, a aplicação pode ficar irregular. “O mais seguro é aplicar, pela manhã, uma camada adequada de protetor solar em creme ou loção e utilizar o bastão apenas para os retoques”, orienta o diretor da SBD-RESP, Dr. Daniel Cassiano.
A regra das camadas para uma proteção real
A eficácia do filtro em bastão está diretamente ligada à forma como ele é espalhado. Diferente do líquido, o stick exige várias repetições no mesmo local para formar uma barreira homogênea. O dermatologista Dr. Fábio Rebucci explica que “quanto mais camadas eu aplicar do filtro solar em bastão, mais proteção eu vou ter”. Para áreas pequenas e críticas, como nariz, lábios e cicatrizes, ele é um excelente aliado. No entanto, em regiões com curvas ou pelos, o bastão costuma falhar, deixando lacunas perigosas para a radiação ultravioleta.
Praticidade vs. Eficácia no dia a dia
Embora o bastão seja ideal para reaplicar o produto sem sujar as mãos ou durante atividades físicas, as fórmulas líquidas e cremosas ainda levam vantagem no quesito tratamento. A dermatologista, Dra. Paola Pomerantzeff destaca que versões fluidas oferecem benefícios extras, como ácido hialurônico, vitamina C e ativos antioleosidade. Para garantir a saúde da pele, a recomendação final dos médicos é clara: use o creme como base pela manhã e carregue o bastão na bolsa para reforçar a proteção a cada três horas, dedicando de 5 a 10 segundos de aplicação em cada área do rosto.
