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5 lesões que mais afastam jogadores amadores dos gramados
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5 lesões que mais afastam jogadores amadores dos gramados

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Portal Edicase
15/06/2026 19h30
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©Entorses, lesões musculares e traumas no joelho lideram a lista dos problemas que mais atingem quem joga futebol recreativo (Imagem: frantic00 | Shutterstock)
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Com a chegada da Copa do Mundo, o clima de competição toma conta das conversas, das redes sociais e até mesmo das quadras e campos espalhados pelo país, onde muita gente volta a calçar a chuteira depois de um longo período parado. Esse movimento, apesar de empolgante, acende um alerta: a retomada repentina do futebol, sem preparo físico adequado, pode aumentar de forma significativa o risco de lesões, que podem comprometer a saúde e afastar praticantes do esporte por semanas ou até meses.

“O futebol é uma atividade que exige mudanças rápidas de direção, acelerações, desacelerações e contato físico. Quando o praticante não está adequadamente condicionado, o risco de lesão aumenta significativamente”, explica o ortopedista e traumatologista Dr. Luis Marcelo Muller, do Hospital Regina.

Principais fatores de risco para lesões

Entre os principais fatores de risco, está o perfil conhecido como “atleta de fim de semana“, ou seja, aquela pessoa que passa boa parte da semana sedentária e concentra esforços intensos em uma única partida. A combinação de falta de condicionamento, aquecimento insuficiente, poucas horas de sono e, em alguns casos, consumo de álcool antes da atividade cria um cenário propício para lesões musculares e articulares.

A escolha dos equipamentos também influencia diretamente na segurança durante a prática esportiva. Chuteiras inadequadas e campos em más condições aumentam o risco de quedas, torções e lesões ligamentares. O alerta vale inclusive para gramados sintéticos, que exigem cuidados específicos de manutenção para oferecer condições seguras aos atletas.

Lesões mais comuns no futebol recreativo

Segundo o Dr. Luis Marcelo Muller, as lesões mais frequentes no futebol recreativo afetam principalmente os membros inferiores. Entre os problemas mais comuns observados nos atendimentos, estão:

  1. Entorse de tornozelo: ocorre geralmente após mudanças bruscas de direção ou pisadas inadequadas;
  2. Lesões musculares na parte posterior da coxa: relacionadas principalmente a arrancadas, sprints e falta de condicionamento físico;
  3. Contusões: provocadas por choques entre jogadores ou quedas durante a partida;
  4. Lesões no joelho: incluem desde entorses até rupturas ligamentares, como a do ligamento cruzado anterior (LCA);
  5. Fraturas: menos frequentes, mas potencialmente graves, principalmente em situações de impacto direto ou torções intensas.

Quando é hora de parar

Quando uma lesão acontece durante a partida, a orientação é interromper imediatamente a atividade e adotar medidas simples de primeiros socorros. O protocolo conhecido como PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão e elevação do membro afetado) ajuda a controlar a dor e o inchaço nas primeiras horas após o trauma. No entanto, situações que envolvam incapacidade de caminhar, deformidades, instabilidade articular ou dor intensa exigem avaliação médica imediata.

Como evitar lesões no futebol

Grande parte das lesões pode ser evitada com medidas relativamente simples: aquecimento nos 15 minutos que antecedem a atividade, prática regular de exercícios físicos, fortalecimento muscular, hidratação adequada e períodos suficientes de descanso são algumas das estratégias mais eficazes para reduzir os riscos.

Retomar o contato com a bola aos poucos é outra recomendação válida. “Começar com controle de bola, dribles e chutes a gol. Depois, iniciar jogos de pequenas durações e, assim, evoluir progressivamente. Para evitar lesões, é essencial adequar intensidade e regularidade nesse início”, destaca o ortopedista Emerson Garms, do Hospital Santa Catarina – Paulista.

Por Nadja Cortes

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