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Sinais de um relacionamento abusivo que não devem ser ignorados
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Sinais de um relacionamento abusivo que não devem ser ignorados

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Anamaria
04/03/2026 17h30
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Relacionamentos afetivos deveriam ser espaços de apoio, respeito e segurança. No entanto, quando o controle, o medo ou a desvalorização passam a fazer parte da rotina, o vínculo pode se tornar abusivo, muitas vezes de forma silenciosa.

O alerta ganha ainda mais importância diante dos números. Em 2024, o Brasil registrou 1.450 casos de feminicídio, segundo levantamento do Ministério das Mulheres. Já pesquisa do DataSenado aponta que cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025, incluindo agressões físicas, insultos e humilhações.

Impactos que vão além do relacionamento

Viver em um relacionamento abusivo pode afetar profundamente a saúde física e mental da vítima. “Os impactos de um relacionamento abusivo podem ser profundos e duradouros. Psicologicamente, a mulher pode desenvolver ansiedade, depressão, baixa autoestima, transtornos do sono e estresse pós-traumático. Fisicamente, o abuso pode evoluir para agressões mais graves, adoecimento psicossomático e risco à vida”, explica Marynara Melo, psicóloga do AmorSaúde.

Segundo ela, a violência pode se manifestar de diferentes formas, nem sempre visíveis. “A violência pode ser emocional, moral, sexual, patrimonial e financeira. Isso inclui controlar o dinheiro, impedir a mulher de trabalhar, desvalorizá-la publicamente, forçar relações sexuais, ameaçar tirar filhos ou bens e restringir sua liberdade”, afirma.

Violência nem sempre começa com agressão

Uma das dificuldades para identificar relações abusivas é que os primeiros sinais costumam ser discretos e facilmente confundidos com demonstrações de cuidado. “Os primeiros sinais de um relacionamento abusivo costumam ser sutis e, justamente por isso, muitas vezes são confundidos com cuidado ou amor excessivo”, explica Marynara. Alguns comportamentos merecem atenção:

Controle disfarçado de preocupação

Perguntar constantemente onde a parceira está, exigir acesso a celular e redes sociais ou monitorar sua rotina pode indicar tentativa de controle e restrição da liberdade.

Críticas constantes

Comentários negativos sobre roupas, amizades ou escolhas pessoais podem ser uma forma de diminuir a autonomia da mulher e criar dependência emocional.

Ciúme exagerado

O ciúme constante costuma vir acompanhado de vigilância e tentativas de limitar o convívio social, podendo evoluir para situações mais graves.

Desvalorização emocional

Sentir-se culpada por tudo, ter medo de contrariar o parceiro ou mudar a própria personalidade para evitar conflitos são sinais importantes de alerta.

Sinais menos visíveis também indicam abuso

Algumas formas de violência são ainda mais difíceis de identificar, mas igualmente prejudiciais. “Alguns sinais menos evidentes incluem manipulação emocional, chantagem, gaslighting (quando o parceiro faz a mulher duvidar da própria percepção), desqualificação constante e silêncio punitivo”, explica a psicóloga.

Com o tempo, esses comportamentos podem gerar sentimentos de medo, culpa, confusão emocional e perda da autoestima. “Quanto mais cedo esses padrões são reconhecidos, maiores são as chances de interromper o ciclo antes que a violência se intensifique”, alerta.

Como buscar ajuda

“O primeiro passo é levar seus sentimentos a sério. Se algo machuca, constrange ou causa medo, não deve ser normalizado”, orienta Marynara. Buscar apoio de amigos, familiares ou profissionais de saúde mental pode ajudar a reconstruir a autoestima e planejar um caminho seguro. “Buscar apoio psicológico ajuda a fortalecer emocionalmente, resgatar a autoestima e compreender que o abuso não é culpa da vítima”, explica.

Também é importante conhecer os serviços de proteção e canais de denúncia, como as Delegacias da Mulher. “Evitar o isolamento é essencial, assim como planejar a própria segurança, especialmente se houver sinais de escalada da violência”, ressalta a psicóloga.

Sair de um relacionamento abusivo pode ser um processo complexo, que envolve questões emocionais, financeiras e familiares. “A preparação psicológica envolve entender o ciclo da violência, trabalhar o medo, a culpa e a dependência emocional, e construir um plano seguro de saída. Cada mulher tem seu tempo, e respeitar esse processo é fundamental”, conclui.

Resumo:
Relacionamentos abusivos podem envolver controle, manipulação emocional, ciúme excessivo e desvalorização constante. Dados recentes mostram aumento de feminicídios no Brasil, reforçando a importância de reconhecer sinais precoces e buscar apoio para interromper o ciclo de violência.

Leia também:

Coação emocional é violência

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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