PF aponta atuação de Ciro Nogueira em emenda ligada ao FGC após mensagens no celular de Daniel Vorcaro
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Segundo a apuração, o foco é o dispositivo que ficou conhecido como “emenda Master”, associado a uma tentativa de mudança no funcionamento do FGC. A investigação busca esclarecer se a movimentação no Congresso foi estruturada para atender interesses ligados ao Banco Master, instituição que também é mencionada como antigo Banco Máxima.
A mudança, na prática, abriria espaço para o FGC respaldar operações de grande porte entre bancos. Críticas técnicas apontavam que isso poderia deslocar recursos da função de proteção aos depositantes e afetar a estabilidade do sistema de garantias bancárias. O texto, porém, não avançou no Senado Federal.
O FGC funciona com contribuições mensais das instituições financeiras e não utiliza dinheiro público. Pelas regras atuais, a cobertura tem limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira ou conglomerado, e um teto global de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos.
A discussão também foi comentada nesta quinta (5) no Bom Dia Brasil, quando a jornalista e especialista em economia Miriam Leitão afirmou que alterações capazes de favorecer grandes investidores ou de modificar a gestão do patrimônio do fundo teriam impacto direto sobre a segurança do sistema.
