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Cesta de Páscoa sobe quase o dobro da inflação em 5 anos
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Cesta de Páscoa sobe quase o dobro da inflação em 5 anos

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Anamaria
11/03/2026 22h30
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A proximidade da Páscoa traz uma preocupação constante para quem frequenta os supermercados: o preço dos itens tradicionais. Um estudo realizado pela Rico revela que, entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025, a cesta composta por produtos como chocolates, açúcar e azeite subiu 50,75%. O valor é expressivo, especialmente quando comparado ao IPCA, índice oficial de inflação, que acumulou alta de 33,13% no mesmo período.

Essa disparidade indica que celebrar a data ficou consideravelmente mais custoso para o brasileiro nos últimos anos. “Nos últimos 5 anos, os principais itens consumidos na Páscoa tiveram aumentos bem acima da inflação média do país. Isso mostra que, embora os preços tenham subido de forma geral na economia, os produtos tradicionalmente associados à data ficaram ainda mais caros para o consumidor”, explica a analista de research da Rico, Maria Giulia Figueiredo.

Sinais de alívio no cenário recente

Apesar da alta acumulada em cinco anos assustar, os dados mais recentes indicam que o ritmo de subida dos preços perdeu força. Nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026, a cesta de Páscoa registrou uma elevação de 2,51%, número que ficou abaixo da inflação geral de 4,44%.

A desaceleração reflete o ambiente econômico atual e decisões de política financeira. “Esse movimento tem relação com a política monetária restritiva, com a taxa de juros em 15%, além da apreciação cambial observada desde o ano passado e da maior oferta global de alguns alimentos”, afirma Maria Giulia.

Açúcar e chocolate apresentam comportamentos distintos

O açúcar foi um dos grandes responsáveis por encarecer a mesa nos últimos anos, impactando diretamente a produção de bombons e doces. Entre 2021 e 2025, o açúcar refinado subiu 57,51%. “No caso do açúcar, as altas acumuladas foram resultado de uma combinação de fatores climáticos, logísticos e estruturais que afetaram a oferta global e pressionaram as cotações ao longo dos últimos anos”, explica Maria.

No entanto, o cenário mudou no último ano, com uma queda de 10,74% no preço do açúcar cristal, impulsionada por safras mais favoráveis.

Por que a Páscoa está mais cara? Foto: FreePik
Por que a Páscoa está mais cara? Foto: FreePik

Já o chocolate segue em uma trajetória de alta, mesmo com a redução recente no valor do cacau no mercado internacional. Isso ocorre por causa do tempo que a indústria leva para repassar os custos aos produtos finais. “Mesmo com a queda das cotações internacionais do cacau ao longo de 2025, a inflação do chocolate no Brasil seguiu pressionada. Isso acontece porque a indústria trabalha com defasagem no repasse de custos”, diz Maria Giulia. “Custos logísticos elevados, reajustes nas embalagens e toda a cadeia de produção impactam o preço final do chocolate, especialmente em um período de forte demanda como a Páscoa”, acrescenta.

Azeite de oliva dá fôlego ao consumidor

O azeite de oliva, que sofreu com altas drásticas entre 2023 e 2024 devido a problemas nas safras europeias, agora apresenta uma melhora significativa. No último ano, o item registrou uma queda de 22,76%. “No entanto, o cenário mudou recentemente. A safra europeia melhorou e houve recuperação da produção, o que ajudou a reduzir os preços internacionais e abriu espaço para queda no varejo”, afirma Maria Giulia. “Mas Mas o alívio é parcial. Parte da pressão anterior ainda está sendo diluída, e fatores como câmbio e frete continuam impactando os preços”, diz.

No geral, a situação para 2026 é considerada mais positiva do que a do ano anterior. “No agregado, o retrato para a Páscoa de 2026 é mais benigno que o de 2025. A inflação da cesta convergiu para um ritmo mais moderado, embora ainda haja pressões em categorias industriais mais sensíveis a custos de insumos”, afirma a analista.

Alternativas para economizar

A alta procura característica da época também influencia o que a consumidora encontra nas prateleiras. “Nos meses que antecedem a Páscoa, a demanda por chocolates, balas e açúcar aumenta significativamente, e isso costuma gerar ajustes de preços por fabricantes e varejistas”, explica Maria Giulia. Para evitar gastos excessivos, a educação financeira se torna indispensável.

A educadora financeira da Rico Thaisa Durso recomenda que as famílias pesquisem e comparem os valores, analisando sempre o preço por quilo. Além disso, estabelecer um orçamento prévio e considerar alternativas, como chocolates artesanais, pode ajudar a manter as contas em dia. “A Páscoa pode ser celebrada de forma especial sem comprometer o orçamento. Planejamento, pesquisa e escolhas conscientes ajudam a equilibrar tradição e saúde financeira”, afirma Thaisa.

Resumo:

Pesquisa mostra que itens de Páscoa subiram 50,75% em cinco anos, quase o dobro da inflação. Apesar disso, o cenário para 2026 é de desaceleração, com queda nos preços do azeite e do açúcar, embora o chocolate continue pressionado.

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Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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