Os Espíritas e as Eleições
Anamaria

Os Espíritas e as Eleições
Em quais candidatos os espíritas devem votar?
Com a aproximação das eleições gerais em outubro próximo, a mais abrangente do País, pois serão eleitos o presidente, os governadores, deputados federais, estaduais, distritais e dois senadores por estado, muito tem-se falado sobre a atuação dos movimentos religiosos, o que gera bastante controvérsia, razão pela qual a Justiça Eleitoral passou a olhar certas condutas com mais atenção, criando até uma nova modalidade de restrição, denominada abuso do poder religioso, como já existe no campo político e econômico.
Muito comum entre os evangélicos, que até contam com uma bancada temática no Congresso e em alguns setores do catolicismo, isso ainda é uma novidade no Movimento Espírita, que até agora apresentava uma certa repulsa pela palavra política.
O Movimento Espírita e os órgãos que possuem um caráter federativo continuam mantendo o distanciamento prudencial desse tema, mas aos poucos, a partir de pequenos grupos e pessoas, o assunto começa a circular entre os espíritas e, como era de se esperar, já com viés ideológico, quase partidário.
Está correto o Movimento Espírita com caráter institucional em passar longe dessas discussões, mas o cidadão espírita, participante da sociedade e com o dever de fazer o melhor por ela com os instrumentos que a vida organizada oferece, deve sim preocupar-se em fazer bom uso do seu voto, analisando as propostas e programas de partidos e candidatos, tendo sempre em mente o melhor para a sociedade.
Posto isso, qual o melhor candidato para os espíritas?
Logico que ninguém tem o direito de apontar para este ou aquele em nome do espiritismo, mas alguns pontos nos são caros e, se o eleitor espírita quiser fazer uso do seu livre arbítrio de forma compatível com os postulados doutrinários, deve evitar o voto em candidatos que defendem pena de morte, aborto, qualquer tipo de discriminação e mesmo o enfraquecimento de valores familiares, pois temos muito claro que a família, seja ela como for, é peça fundamental na estruturação de uma sociedade sadia.
Não devemos nos omitir, muito menos ser indiferentes na escolha dos nossos representantes, independente se eles têm potencial de ganhar ou não.
Sob o “Comando Divino” fomos colocados neste mundo e nossa obrigação é promover o seu progresso. A política é apenas uma das formas, mas que não deve ser desprezada, muito menos utilizada para a satisfação de interesses casuísticos, tampouco para fomentar a discórdia que, ao que parece, é o que vai dar o tom das campanhas este ano.
Lembremo-nos do que disse o Cristo: “ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximos como a si mesmo”, mesmo que o próximo seja de outro partido.
Edson Sardano
