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Aranhas brasileiras entram na mira do tráfico de animais exóticos
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Aranhas brasileiras entram na mira do tráfico de animais exóticos

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Aventuras Na História
27/03/2026 18h59
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© Créditos: jungledweller / iNaturalist
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As tarântulas do gênero Typhochlaena costumam passar boa parte da vida escondidas, mas o mercado internacional de animais exóticos têm buscado elas por conta de suas cores metálicas que lembram jóias.

Essa espécie passou a ser alvo de colecionadores e traficantes de animais exóticos por conta de sua raridade e sua beleza incomum. O comércio internacional de pets exóticos se tornou um dos principais motores da captura ilegal de espécies raras no Brasil, segundo pesquisas.

O gênero Typhochlaen tem apenas cinco espécies conhecidas, todas são endêmicas do Brasil e sua distribuição geográfica é extremamente restrita. Elas são descritas pelos pesquisadores como pequenas caranguejeiras arborícolas com padrões de cores muito marcantes no abdômen, tudo foi relatado no estudo publicado na revista científica ZooKeys

A popularidade dessas aranhas é um grande risco para populações naturais que já são extremamente restritas, informou o G1.

Raridade

A Typhochlaena curumim, que pode ser encontrada em remanescentes da Mata Atlântica do Nordeste brasileiro

Essa espécie era conhecida através de apenas três fêmeas que foram coletadas sob cascas soltas de árvores na Paraíba. Em novas expedições científicas encontraram novos exemplares no Ceará e no Rio Grande do Norte.

Apesar do conhecimento desses poucos indivíduos, a distribuição e conhecimento sobre essa espécie continua sendo muito limitada. Por esse motivo, ela foi classificada como criticamente ameaçada na lista brasileira de espécies ameaçadas.

Espécies que têm sua distribuição geográfica muito restrita são mais vulneráveis à coleta ilegal. “A presença de uma espécie no comércio pode afetar populações naturais, especialmente quando se trata de espécies com distribuição limitada que atraem demanda internacional“, alertam os pesquisadores.  

Os autores do estudo reforçaram que muitas espécies são descritas a partir de poucos exemplares coletados em apenas um local e isso dificulta saber o tamanho real das populações. Estudar e proteger invertebrados como aranhas segue sendo um desafio para a ciência. 

Esse método é conhecido como brown-boxing e permite que espécies capturadas na natureza sejam enviadas discretamente para comerciantes no exterior. Muitos exemplares de tarântulas brasileiras são vendidas na Europa e na América do Norte

“Uma vez fora do país, muitos espécimes brasileiros de tarântulas são vendidos no comércio de animais de estimação”, registrou o estudo.

Algo que acaba dificultando muito no combate da comercialização ilegal é a diferença na legislação de outros países. No Brasil, a comercialização e coleta dessas espécies são proibidas, mas alguns países ainda permitem a compra de animais exóticos sem grandes restrições. 

Segundo o G1, o tráfico de animais silvestres é considerado uma das atividades ilegais mais lucrativas do planeta. Relatórios da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS) apontam que ele movimenta bilhões de dólares anualmente e envolve redes criminosas internacionais. 

Com o crescimento dos comércios ilegais, pesquisadores tentam conhecer melhor a biologia das aranhas para identificar medidas de conservação. Uma das propostas é ampliar a proteção internacional, colocando o gênero Typhochlaena em acordos internacionais de proteção.

Outra sugestão foi incluí-las na Lista Vermelha global da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), pois chamaria atenção das autoridades internacionais

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