Home
Notícias
Bruno nega ser mandante de crime e diz não saber do corpo de Eliza Samudio
Notícias

Bruno nega ser mandante de crime e diz não saber do corpo de Eliza Samudio

publisherLogo
Aventuras Na História
17/02/2026 11h11
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/images/photos/16688311/original/open-uri20260217-34-ig0uqf?1771327205
©Arquivo pessoal / Reprodução/Vídeo/YouTube
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

O ex-goleiro Bruno Fernandes afirmou, em entrevista concedida ao GeralPod no início de fevereiro, que não sabe o que aconteceu com o corpo de Eliza Samudio e negou ter sido o mandante do assassinato ocorrido em 2010. Condenado em 2013 a 23 anos e um mês de prisão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal, ele está em liberdade condicional desde 2023. O corpo de Eliza nunca foi localizado.

Ao comentar o paradeiro dos restos mortais, Bruno declarou: “não sei [onde está o resto do corpo]. Não sei nem o que foi feito, o que aconteceu. Eu simplesmente segurei o BO e fui obrigado a segurar. É triste. Eu deixei toda a minha vida escapar pelas minhas mãos: minha carreira, minha liberdade, de repente minha dignidade. Isso é pesado demais. A única forma de dar uma aliviada nesse peso é um dia conversar com ele [Bruninho, filho de Bruno e Eliza]”.

O ex-jogador também contestou a versão de que teria ordenado o crime. “Eu assumi a minha culpa, só que ninguém deu ouvidos. Me colocaram como mandante do crime. Eu não mandei fazer. A minha indignação maior com o processo, que eu cansei de lutar, é que eu fui para um processo falho como mandante de um crime. Mal investigado. Ninguém assume perante à imprensa, à sociedade. Mas entre os advogados, eles falam que está tudo errado. Delegado já disse pra mim: o processo é uma merda. A juíza conduziu mal o processo”, afirmou.

Bruno disse ainda que se arrepende de sua conduta. “Fui omisso na situação, me arrependo muito. Eu reconheço, aceito esse erro e agora é mudar. Não tenho como mudar meu passado e posso escrever uma nova história e tenho tentado”, declarou.

Durante a entrevista, ele também comentou sobre o filho, Bruninho Samudio, hoje com 16 anos, que decidiu seguir carreira como goleiro e assinou no mês passado o primeiro contrato profissional com o Botafogo. Segundo Bruno, ele só recebe informações sobre o jovem por meio de terceiros. “Dentro do lugar que ele mora tem amigos meu lá, e eles me passam o dia a dia dele. Falam que é um menino bom, educado, de caráter. Ele é talentoso, indiscutível, acima da média. Correu atrás, fez toda essa dor que cerca ele colocou na profissão, então o mérito é dele. Se o Bruninho odiasse tanto o pai como as pessoas dizem, ele jamais seria goleiro. Seria qualquer outra coisa menos goleiro”.

O ex-goleiro também afirmou ter sido pressionado em relação à escolha de seu advogado de defesa à época do processo. “Na verdade, escolheram pra mim. Não era para estar ali. Me ameaçaram, falaram que se eu tirasse poderia ter problema. Eu não podia abrir muita coisa. Hoje eu posso, muita coisa já se passou. Não posso tocar nome de A, B ou C, mas deixaram eu me defender.”

Sobre a repercussão do caso, Bruno voltou a criticar a condução das investigações e a cobertura do episódio. “Se eu não fosse o Bruno, diante do processo cheio de falha, nem preso eu seria. Eu estou falando uma questão técnica que me passaram: eu fui preso na época porque falaram na mídia que o cachorro tinha comido uma pessoa. Se você pegar a perícia, o laudo, onde fala que é impossível ter acontecido um crime da narrativa de um menor que era completamente noiado e comprovado nos autos. Ele deu cinco versões diferentes. Quando saiu meu mandado de prisão eu fui preso porque os cachorros teriam comido. A própria Polícia deixou isso claro. A mídia colocou isso no ar? Até hoje tem ignorante que acha que isso aconteceu”.

Consequências do caso

Conforme repercute o UOL, Bruno foi condenado em 2013 a 23 anos e um mês de prisão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio. No entanto, vale mencionar que o corpo da modelo nunca foi encontrado. Bruno, por sua vez, está em liberdade condicional desde 2023.

Bruno afirmou ainda que não mantém contato direto com o filho. Há cerca de um mês, Bruninho declarou que havia marcado um encontro com o pai, mas que ele não compareceu. “Ele vem há anos me procurando para pedir uma oportunidade de falar o que aconteceu. Decidimos fazer uma reunião e escutar o lado dele. Marcamos uma reunião, mas ele não compareceu e quis falar que a gente que caçou ele. Não tem nada a ver, ele que procurou a gente — ele me manda mensagens há mais de três anos no Instagram. Deu simplesmente para trás e ainda disse que a gente estava procurando. Acho isso uma sacanagem. O direito eu tentei dar a ele, mas ele não quis. Agora quero os meus, que são os quatro anos de pensão alimentícia que ele está me devendo. [Bruno], te dei a oportunidade e tu não aproveitou. Agora, não tem mais volta”, disse o jovem em entrevista ao Balanço Geral.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também