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Adolescente nada 4 horas para salvar família à deriva no alto-mar: 'Continue a nadar'
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Adolescente nada 4 horas para salvar família à deriva no alto-mar: 'Continue a nadar'

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Bons Fluidos
05/03/2026 21h00
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O que era para ser apenas um dia leve de férias – com risadas, pranchas e mar tranquilo – virou uma prova de resistência que a família Appelbee jamais vai esquecer. Na costa oeste da Austrália, um adolescente de 13 anos enfrentou o oceano por quatro horas seguidas, nadando até a praia para pedir ajuda depois que ele, a mãe e os dois irmãos mais novos foram levados para longe pela força do vento e das ondas.

O nome dele é Austin Appelbee. E, mesmo sem se considerar um herói, foi justamente a coragem (e a persistência) do menino que desencadeou uma grande operação de resgate e ajudou a trazer todos de volta com vida.

Um passeio que mudou em minutos

Austin, a mãe Joanne (47) e os irmãos Beau (12) e Grace (8) são de Perth. Eles estavam aproveitando as férias em Quindalup, uma região litorânea onde a família decidiu alugar duas pranchas de stand-up paddle e um caiaque para se divertir no mar perto do hotel.

O começo parecia perfeito – água mais rasa, clima agradável, tudo sob controle. Mas, como Joanne relatou depois, a mudança foi rápida: o vento aumentou, os remos foram se perdendo e o grupo começou a se afastar da faixa de areia. O que antes era brincadeira virou uma situação real de perigo.

A decisão mais difícil de uma mãe

Com os três filhos no mar e sem conseguir retornar, Joanne precisou escolher um plano possível: manter as crianças juntas e enviar alguém em busca de socorro. E foi aí que tomou uma das decisões mais duras da vida.

“Uma das decisões mais difíceis que já tive que tomar foi dizer ao Austin: ‘Tente chegar à costa e pedir ajuda. Isto pode ficar muito sério muito rapidamente’. Mantivemos o otimismo, cantamos, brincamos e encaramos tudo como uma brincadeira até o sol começar a se pôr, quando o mar ficou muito agitado. Ondas enormes… Eu tenho três filhos. Os três sobreviveram. Isso era tudo o que importava”, contou, em entrevista à Rádio ABC.

“Continue a nadar, continue a nadar”

Austin tentou voltar usando o caiaque, mas a embarcação estava danificada e começou a entrar água. Em pouco tempo, o plano precisou mudar: ele acabou indo para a água e seguiu nadando em mar aberto, com ondas fortes e o dia já caindo.

“As ondas eram enormes e eu não estava usando colete salva-vidas. Eu só conseguia pensar ‘continue a nadar, continue a nadar. E então finalmente cheguei à praia, bati no fundo e desmaiei”, disse. O adolescente chegou à costa já ao entardecer. Mesmo exausto, encontrou o celular da mãe e conseguiu acionar o resgate. A ligação mobilizou equipes e mudou o rumo da história.

Quase nove horas no mar: como a família foi encontrada

Enquanto Austin nadava e tentava chegar à areia, Joanne e as duas crianças ficaram no mar, agarradas às pranchas, enfrentando frio, cansaço e a tensão de não saber se o menino havia conseguido. Horas depois, já à noite, um helicóptero localizou o grupo. Por volta das 20h30, a mãe e os dois irmãos foram encontrados e resgatados. Ao todo, a família passou perto de nove horas na água, resistindo até o limite.

No fim, todos foram atendidos com ferimentos leves e muita dor no corpo, mas sem lesões graves. Um final feliz depois de um dia que, por muito tempo, parecia não ter saída.

Coragem que inspirou até os socorristas

As autoridades destacaram a atitude do adolescente. O inspetor de polícia James Bradley elogiou: “As ações do menino de 13 anos são extremamente admiráveis, sua determinação e coragem acabaram salvando a vida de sua mãe e irmãos”.

Já os socorristas usaram uma palavra forte para descrever o que viram: “sobre-humana”. E não é difícil entender o porquê – afinal, nem sempre a gente imagina que alguém tão jovem possa manter a mente firme por tanto tempo no meio do mar.

Por que essa história toca tanto a gente

Além do impacto imediato, a história de Austin lembra algo profundo: em situações extremas, a força emocional conta tanto quanto a física. O menino seguiu em frente repetindo uma frase simples, quase como um mantra, para manter a esperança viva. E, do outro lado, a mãe fez o que pôde para proteger os filhos menores – cantando, conversando e tentando sustentar o otimismo enquanto a noite chegava. É o tipo de relato que faz a gente respirar fundo e pensar: coragem não é ausência de medo. É seguir mesmo com ele.

Leia também:Repor o sono perdido ajuda na saúde mental de adolescentes”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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