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Longevidade: pesquisa revela o segredo dos supercentenários
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Longevidade: pesquisa revela o segredo dos supercentenários

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Bons Fluidos
07/01/2026 17h30
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Um estudo realizado por pesquisadores do Centro de Pesquisa do Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo (USP) descobriu que o segredo por trás da longevidade dos supercentenários brasileiros está na miscigenação.

DNA desvenda a longevidade

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 37 mil centenários vivem no Brasil. Entre a população mundial de pessoas com mais de 110 anos, o país também se destaca por abrigar três dos dez supercentenários do sexo masculino. Esses dados motivaram os pesquisadores a investigar quais fatores contribuíram para elevar a expectativa de vida desses indivíduos.

A pesquisa entrevistou, então, cerca de 160 pessoas com pelo menos 95 anos, incluindo 20 superidosos. Além disso, os especialistas realizaram exames de sangue e fizeram o sequenciamento genético dos voluntários. Dessa forma, identificaram ao menos 163 variantes genéticas associadas a uma melhor defesa do sistema imunológico. Segundo o estudo, publicado na Genomic Psychiatry, essa diversidade no DNA ajuda o organismo a reconhecer vírus e bactérias.

A característica, presente nos brasileiros em decorrência do processo de colonização, também atua na prevenção de mutações responsáveis por desencadear doenças, como o câncer. Por isso, a maioria dos participantes apresentou boa saúde física e mental mesmo em idades avançadas. No artigo, os pesquisadores ressaltaram, inclusive, que os supercentenários estavam lúcidos e praticando atividades cotidianas sem dificuldades.

Para destacar o potencial da miscigenação genética na longevidade, os pesquisadores citam o caso de três brasileiros que sobreviveram à Covid-19 antes mesmo do início da vacinação. Isso teria ocorrido porque anticorpos e proteínas presentes em seus genes ajudaram a defender o organismo contra o vírus. Agora, a expectativa dos envolvidos no estudo é que a descoberta estimule, no futuro, novos estudos científicos e abra caminho para possíveis aplicações na medicina.

*Leia também: Estudo revela os lugares do mundo onde as pessoas vivem mais; confira

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