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O escudo da Terra está se curando: ONU revela a data em que camada de ozônio estará 100% restaurada
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O escudo da Terra está se curando: ONU revela a data em que camada de ozônio estará 100% restaurada

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Bons Fluidos
12/06/2026 17h15
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Uma das maiores preocupações ambientais do século passado está, finalmente, caminhando para o fim. A camada de ozônio da Terra apresentou sinais claros e consistentes de recuperação. A notícia animadora veio pelo Boletim de Ozônio da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Esse documento oficial traz um alento para o futuro. Além disso, a divulgação aconteceu em uma data simbólica, no ano passado: o Dia Mundial do Ozônio, que também marcou os 40 anos da Convenção de Viena. Foi justamente esse evento histórico que, décadas atrás, alertou o mundo sobre os perigos da destruição da nossa atmosfera protetora.

Nesse sentido, os dados atuais trazem um alívio concreto. O famoso buraco na camada de ozônio sobre a Antártida veio menor do que nos anos anteriores. De acordo com os cientistas, essa melhora impressionante é o resultado direto de uma ação internacional coordenada e focada na preservação.

Quando a Terra estará totalmente recuperada?

Se o ritmo atual das políticas ambientais for mantido, a humanidade poderá comemorar a restauração total desse escudo invisível nas próximas décadas. A OMM estabeleceu um cronograma claro para essa cicatrização:

  • Até 2040: Recuperação total no restante do mundo.

  • Até 2045: Regeneração completa no Ártico.

  • Até 2066: Restauração total na Antártida, região mais afetada histórica e climaticamente.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, celebrou o impacto dessa união global e destacou a importância de ouvir os especialistas: “A Convenção de Viena e seu Protocolo de Montreal tornaram-se um marco de sucesso multilateral. Hoje, a camada de ozônio está se recuperando. Essa conquista nos lembra que, quando as nações acatam os alertas da ciência, o progresso é possível”.

O tratado que salvou o nosso escudo

Mas como o mundo conseguiu reverter esse cenário caótico? A resposta está no Protocolo de Montreal, um tratado internacional de 1989. O acordo determinou o fim da produção de gases que destruíam o ozônio estratosférico.

Por outro lado, os números mostram o tamanho desse sucesso. A OMM estima que mais de 99% das substâncias nocivas — antes muito comuns em geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e sprays — foram completamente eliminadas do mercado consumidor.

Essa conquista vai muito além dos gráficos climáticos, pois impacta diretamente a nossa saúde e o bem-estar cotidiano. Com a atmosfera protegida da radiação ultravioleta prejudicial, os riscos de câncer de pele, catarata e danos graves a ecossistemas inteiros caem drasticamente.

A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, fez questão de enaltecer o papel fundamental da comunidade científica: “A pesquisa científica da OMM sobre a camada de ozônio remonta a décadas. Ela é sustentada pela confiança, colaboração internacional e compromisso com a livre troca de dados – todos pilares do acordo ambiental mais bem-sucedido do mundo”.

Os números da virada na Antártida

Os dados coletados em 2024 comprovam a eficácia das medidas de proteção. O déficit máximo do buraco ficou em 46,1 milhões de toneladas. Embora o número pareça alto, ele está bem abaixo da média registrada entre as décadas de 1990 e 2020. Em suma, o resultado foi consideravelmente melhor do que os buracos gigantescos observados entre 2020 e 2023.

Contudo, Matt Tully, presidente do Grupo Consultivo Científico da OMM, faz um alerta crucial para que a humanidade não relaxe antes da hora: “Apesar do grande sucesso do Protocolo de Montreal nas décadas seguintes, este trabalho não está concluído, e ainda há uma necessidade essencial de que o mundo continue monitorando sistematicamente e cuidadosamente tanto o ozônio estratosférico quanto as substâncias que destroem a camada de ozônio e seus substitutos”.

A batalha pelo clima continua ganhando novos aliados ao longo dos anos. Exemplo disso é a Emenda de Kigali, assinada em 2016 e já ratificada por 164 partes. O objetivo dessa nova etapa é reduzir os hidrofluorcarbonetos, que substituíram os gases antigos, mas ainda funcionam como fortes poluentes. De acordo com os modelos climáticos, essa nova medida pode evitar um aumento de até 0,5°C no aquecimento global até o fim do século, garantindo um futuro muito mais seguro para todos.

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