Ondas de calor e chuvas intensas: o que esperar do El Niño que se aproxima do país
Bons Fluidos

O Brasil deve se preparar para um aumento significativo nas temperaturas entre os meses de junho e agosto. Um novo boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) aponta que o fenômeno El Niño tem 62% de chance de se confirmar nesse período. O principal motor dessa mudança é o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico.
A intensidade do fenômeno em 2026
Em entrevista ao Jornal da CBN, o meteorologista Marcelo Seluchi, chefe de Operações do Cemaden, explicou os critérios técnicos dessa ameaça climática. Segundo o especialista, “para ser considerado o fenômeno do El Niño, a água na região central do Oceano tem que estar mais de meio grau acima do normal”. Ele também alertou que as previsões atuais são preocupantes, pois indicam que o aquecimento pode chegar a 1,2 graus, o que define a intensidade do fenômeno como moderada a forte.
Impactos regionais e riscos de incêndio
Os efeitos práticos serão sentidos de formas diferentes pelo país. Seluchi destaca que o El Niño deve provocar a diminuição da chuva na região Norte e o aumento das precipitações na região Sul. Além disso, haverá uma maior frequência de ondas de calor em todo o território nacional. “Se isso acontecer, por exemplo, no final do inverno ou início da primavera, isso pode causar algumas situações de muito baixa umidade, de altas temperaturas, e pode favorecer a proliferação de incêndios”, reforçou o meteorologista.