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Caso Orelha: Síndica quebra o silêncio após afastar porteiro de condomínio em SC
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Caso Orelha: Síndica quebra o silêncio após afastar porteiro de condomínio em SC

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07/02/2026 16h24
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© Reprodução/Globo
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O desdobramento do Caso Orelha, que investiga a morte de um cão comunitário na Praia Brava, em Santa Catarina, ganhou um novo capítulo. A jornalista Patrícia Calderon, do portal LeoDias, obteve um contato exclusivo com a síndica Neide Vina Soriano, responsável pelo Condomínio Água Marinha, onde o porteiro Bruno foi afastado de suas funções após o conflito com familiares de jovens envolvidos em atos de vandalismo.

Síndica evita questionamentos sobre afastamento

Ao ser abordada sobre as acusações de que o afastamento do porteiro teria sido irregular e motivado por pressão de famílias influentes, a síndica demonstrou constrangimento e encerrou a chamada rapidamente: “A senhora me desculpa, estou numa reunião e não vou poder atender agora, todas as declarações já foram dadas na Polícia Civil”.

Internamente, um comunicado enviado aos moradores do residencial afirma que a saída do profissional se deve a “decisões administrativas”. No entanto, a defesa de Bruno contesta a versão, alegando que ele foi colocado em folga forçada seguida de férias sem aviso prévio. Há ainda relatos de que uma segunda síndica da região teria solicitado o afastamento por considerar os jovens envolvidos como membros de “famílias poderosas”.

O desabafo do porteiro: “Me sinto humilhado”

Em entrevista ao portal LeoDias, o porteiro Bruno, que identificou a arruaça dos adolescentes na região, relatou o preço que está pagando por cumprir seu dever profissional. Ele nega ter testemunhado a agressão direta ao cão, mas afirma que sua postura contra o vandalismo gerou retaliações severas.

“Venho aqui fazer um esclarecimento importante. Sou o porteiro que identificou adolescentes fazendo arruaça no bairro da Praia Brava. Presenciei vandalismo, ofensas e humilhações direcionadas a mim, com ataques pessoais que me marcaram profundamente. Ainda assim, fiz apenas o que achei correto: alertei outros vigilantes para que todos ficassem atentos. Quero deixar claro que não presenciei agressões ao cachorro Orelha, nem vi ninguém jogá-lo na água. Mesmo assim, acabei pagando um preço alto por me posicionar. Anos de trabalho e dedicação foram colocados em risco, e hoje sou alvo de julgamentos e ataques nas redes sociais. Criaram mentiras a meu respeito, dizendo que me vendi ou que agi de má-fé, o que não é verdade. Sempre estive do lado do povo e da justiça, desejando que os verdadeiros responsáveis sejam identificados. Hoje, percebo que valeu a pena um simples porteiro se manifestar, porque foi a partir desse posicionamento que nasceu o movimento Justiça por Orelha”, disse ele.

Investigações em curso

 

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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